07 de julho de 2026

Ex-prefeitos sonham com volta ao poder


| Tempo de leitura: 2 min
Antônio Reginaldo Raiz, candidato em Cristais Paulista, faz campanha: trinta anos depois, o sonho de retornar

Lidar diariamente com os problemas da sua cidade, correr atrás de recursos e ainda enfrentar a pressão da população que cobra constantemente soluções. Não importa. O fato é que a maioria dos políticos que ocupou a cadeira de prefeito, mesmo que apenas por uma vez, sonha em um dia retornar ao poder. O desejo de comandar a cidade novamente atrai até quem governou há longínquos 30 anos. É o caso de Antônio Reginaldo Raiz (PV), que disputa a Prefeitura de Cristais Paulista.

Antônio Raiz, que foi vice-prefeito entre 1992 e 1996, afirma que mesmo afastado tanto tempo da Prefeitura sempre acompanhou a política no município, apesar de se dedicar durante este tempo à área de educação. Foi diretor de escola e dirigente da Diretoria Regional de Ensino. Atualmente é professor universitário. “Eu tinha vontade de participar, mas só agora surgiu a oportunidade. Fui procurado pelo PV, que é comandado principalmente por jovens, e senti uma obrigação de assumir essa liderança. Percebi que não adiantava só falar, é preciso assumir e trabalhar pela cidade.”

Mesmo afastado tanto tempo das campanhas, Raiz garante que não perdeu o jeito. “A única diferença é que a cidade cresceu e são mais eleitores para visitar. Já a campanha é feita do mesmo jeito. Vou às casas dos eleitores na cidade e na zona rural para conversar.”

Tem ainda aqueles que não desistem nunca e em todas eleições entram na “briga” por votos. É o que faz Daniel Bertholdi (PSDB), que há três eleições tenta retornar à Prefeitura de Capetinga (MG). Ele não pensa em outra coisa a não ser voltar a sentar na cadeira de prefeito onde esteve apenas uma vez. Derrotado nas urnas em 2004, quando tentou a reeleição, acredita que sairá vitorioso no próximo dia 7 de outubro. “Foram três tentativas seguidas, mas não desisto. Nasci e sempre morei em Capetinga, sinto que posso prestar um trabalho para melhorar a cidade principalmente nos setores de saúde, educação e esporte”, disse Bertholdi, que nos últimos oito anos trabalhou como topógrafo. Neste período, também foi assessor de Aécio Neves (PSDB), eleito senador em 2010.

Amarildo Nascimento (PMDB), na disputa pela Prefeitura de Restinga, ingressou na política no final dos anos 80. De lá pra cá foi vereador por duas vezes, vice e prefeito entre 2005 e 2008. Funcionário público do município, permaneceu os últimos quatro anos atuando como secretário municipal.

Mas o que atrai tanto Nascimento que não deixa a prefeitura nem quando está longe da cadeira de prefeito? Ele garante que não tem fascínio pelo poder. “Não é para satisfazer meu ego. Se eu fosse fascinado pelo poder teria tentado a reeleição na última eleição. Meu único objetivo é trabalhar por Restinga”, garante o candidato, riso sempre aberto em cada ato de campanha.