10 de julho de 2026

Feirantes dizem que falta fiscalização fixa


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De acordo com os feirantes, a falta de um fiscal que permaneça nos locais das feiras dá espaço a várias irregularidades.

“Na quinta-feira, no Cemitério da Saudade, é uma briga por espaço. Ficamos todos espremidos”, reclama Samuel dos Santos Silva.

“Antes havia organização na feira, tinha fiscal, polícia trabalhando na feira, e hoje não tem nada disso. Os lugares não são marcados, os feirantes tomam o seu espaço e armam bancas maiores do que deveriam”, queixa-se Zilá dos Santos.

Josefa Maria de Melo completa que existem muitas pessoas vendendo mercadorias sem estarem cadastradas na Prefeitura. Para não serem pegas, nunca ficam muito tempo em cada feira.

Ismael Xavier, chefe da Fiscalização, afirma que as feiras têm fiscais, mas não há meios de selecionar um profissional para ficar apenas cuidando da feira livre. “Os fiscais visitam todas as feiras e as percorrem. Todos os problemas informados a ele são resolvidos e os clandestinos são convidados a se retirar assim que são identificados.

Segundo Xavier, o sistema de alvarás provisórios foi adotado para evitar que profissionais sem experiência sejam cadastrados sem necessidade. “Muitos acham que vão ganhar muito dinheiro na feira. Com um mês, eles percebem que têm que acordar cedo, passam frio e tomam chuva para montar barraca, e já desistem.”

O período de experiência dura aproximadamente 90 dias. Qualquer pessoa pode se inscrever para ser feirante. No entanto, todo pedido passa por análise.