08 de julho de 2026

Bebê deve nascer com tamanho normal


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O médico obstetra Selvio Simon acompanha a gravidez de Ana Paula Gomes no Agar (Ambulatório de Gestantes de Alto Risco), serviço da rede pública de saúde de Franca. Segundo o especialista, os exames de ultrassonografia mostram desenvolvimento normal do bebê, dentro dos padrões para a idade gestacional. “A criança deve nascer com tamanho normal. Depois é preciso acompanhar o desenvolvimento para saber se continua dentro dos padrões, sem ter o crescimento afetado”, disse.

Para Selvio, o nanismo sofrido por Ana Paula é de origem genética e de um tipo recessivo. Segundo o médico, as chances de ela ter um filho afetado é menor porque o pai tem estatura normal: 1,85 metro. O médico acredita que a gravidez chegará aos nove meses. “A prematuridade não é prevista, já vi mães com nanismo que tiveram bebês no tempo certo de gestação.”

A bióloga geneticista Rita Cássia Sousa, da Clínica de Reprodução Humana La Vie, explicou que existem algumas formas de nanismo, que são classificados em dois grupos: o proporcional e o desproporcional. No primeiro caso, a pessoa tem os membros e tronco de tamanhos proporcionais, mas a velocidade de crescimento é reduzida. O desproporcional provoca o encurtamento dos membros, ou seja, os braços e pernas são mais curtos e o tronco e cabeça têm tamanho normal. O tipo mais comum dentro desse grupo é o nanismo chamado acondroplasia. “Esse tipo ocorre em 90% dos casos. A frequência é rara, de um afetado a cada 10 mil a 25 mil nascimentos”, disse Rita.

A geneticista afirma que na acondroplasia a pessoa afetada costuma ter pais com estatura normal. “Ocorre mutação genética, provavelmente na linhagem germinativa, durante a formação dos espermatozóides ou do óvulo, mas estudos revelam que é mais comum a alteração ser de origem paterna. A mutação é espontânea e rara, mas qualquer pessoa tem risco de sofrê-la e passar para os filhos.”

Outro tipo de nanismo é o hipofisário, que afeta a produção do hormônio do crescimento. “O diagnóstico deve ser feito pelo médico ou pelo serviço de aconselhamento genético”, disse a geneticista.