10 de julho de 2026

6 milionários e 64 ‘pobres’ lutam por vaga na Câmara


| Tempo de leitura: 2 min

As informações prestadas pelos candidatos que disputam os votos nas eleições de 7 de outubro à Justiça apontam que seis milionários querem ser vereador em Franca. Fazem parte do grupo José Carlos Januario (PSC), Francisco Furtado (PRB), Wagner Artiaga (PSDB), Jépy Pereira (PSDB), Adermis Marini Junior (PSDB) e Sérgio Granero (DEM).

Do lado oposto, o número cresce na inversa proporção do patrimônio: 64 candidatos declararam à Justiça não ter qualquer bem. As informações sobre o patrimônio de cada candidato estão disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

As fortunas somadas dos milionários que buscam uma vaga na Câmara ultrapassam os R$ 8 milhões. O primeiro no ranking dos mais ricos é José Carlos Januario (PSC). Os bens declarados por ele somam R$ 1,564 milhão. Empresário do ramo de tapeçaria, Januario disse que a fortuna não interfere na campanha. “Desapegado”, jura que o dinheiro é indiferente. “Candidatei realmente para melhorar alguma coisa na nossa cidade e ganhar experiência política”, diz o comerciante, que tenta uma vaga no Legislativo pela segunda vez.

Dos oito vereadores que disputam a reeleição, Jépy Pereira (PSDB) é o único milionário. Seu patrimônio beira R$ 1,3 milhão. Na vida pública há 20 anos, disse que ser rico não influencia na corrida pela busca de votos. “Independe da questão financeira. Depende do trabalho que a pessoa faz”, defende.

Apesar da extensa relação de bens que engloba imóveis, propriedades rurais, fundo de investimento financeiro e depósitos bancários, Jépy é relativamente “econômico” ao projetar os gastos de sua campanha. O vereador declarou à Justiça que pretende gastar no máximo R$ 60 mil na tentativa de reeleger. É o segundo menor teto de gasto entre os milionários que são candidatos. O que declarou menor limite (R$ 30 mil) foi o médico Francisco Furtado (PRB).

Uma cadeira na Câmara Municipal não é sonho apenas para quem tem patrimônio considerável. Entre os 283 homens e mulheres que sonham se tornar vereadores, há 64 candidatos na disputa que são “pobres” e alegam simplesmente não ter patrimônio nenhum.

Outros sete, como o comerciante Afonso Polo, pertencem a uma categoria ainda mais curiosa: tem bens que, somados, alcançam a modestíssima quantia de 17 centavos. Tudo que este grupo de candidatos tem vale menos do que um sorvete. Pelo menos, a se considerar as informações que prestaram à Justiça Eleitoral.