10 de julho de 2026

‘Cigarrinho’ de burro: pesquisa diz que maconha diminui inteligência


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Quem não ama as polêmicas infinitas? Que atire a primeira pedra aquele que nunca discutiu, em algum momento, questões que parecem nunca ter fim? E olha que exemplos não faltam. Afinal, Deus existe? Você acredita em destino? Em espíritos? Acha que existe vida em outro planeta? No fim do mundo? E por aí vão. São milhares de perguntas que envolvem desde questões culturais até mesmo indefinições científicas. Aí cada um acredita no que achar mais convincente.

E um dos temas mais explosivos e que atinge e aflige milhares de pessoas em todo o planeta é derivado de uma planta de origem asiática, que é amplamente cultivada em locais onde o clima tropical predomina. E olha que a humanidade teve tempo para discutir a questão, já que os primeiros registros indicam que os chineses já usavam a Cannabis Sativa em forma de medicamentos por volta de 7.000 a.C. De lá pra cá muita coisa mudou, mas a polêmica só aumentou. Uns dizem que ela quase não faz mal e que vicia menos que cigarro. Outros proclamam que as pessoas ficam muito lentas quando se envolvem com ela, perdendo completamente a capacidade de raciocínio. E no meio de tantas suposições, novos estudos chegam para tragar um pouco de toda a fumaça que rodeia a maconha.

Os dados contidos nas próximas linhas são baseados - sem trocadilhos - em experiências científicas e pesquisas honestas. O objetivo de ambas é saber o real efeito que a maconha, usada como psicoativo, tem no organismo das pessoas.

Um estudo feito em conjunto entre diversas universidades, e publicado na última segunda-feira, afirma que fumar maconha regularmente durante a adolescência reduz a capacidade intelectual de uma pessoa de forma permanente.

Este levantamento teve a participação de mil neozelandeses e comparou o QI (quociente intelectual) deles aos 13 e depois aos 38. Parte deles eram fumantes regulares e outros nunca experimentaram. A diferença entre estes dois grupos mostrou que existia, em média, uma queda de oito pontos no QI naqueles que consumiram a droga antes dos 18 anos com relação ao resto das pessoas.

Além disso, os testes do grupo de usuários precoces registraram os piores resultados em testes de memória, concentração e raciocínio. “A adolescência é um período particularmente vulnerável no desenvolvimento do cérebro”, explicou a responsável por esta pesquisa, Madeline Meier, que é psicóloga da Universidade de Duke.

Por outro lado, este mesmo estudo mostrou que as pessoas que começaram a fumar durante a idade adulta, ou seja, após os 18 anos, não sofreram qualquer alteração de capacidade mental.

8 MILHÕES
Segundo o Lenad (Levantamento Nacional do Uso de Álcool e Drogas), cerca de oito milhões de brasileiros adultos, com idade entre 18 e 59 anos, já experimentaram maconha alguma vez, sendo que 62% tiveram o primeiro contato com a droga antes dos 18 anos. Este levantamento também traz um estudo da Fundação Britânica do Pulmão, que associa o uso da droga com o surgimento de problemas de saúde mental como a esquizofrenia, além de tuberculose, bronquite aguda e câncer de pulmão.

Diante de tantas dúvidas, uma coisa ainda é certa. O uso de maconha no Brasil é proibido por lei. E lei não se discute, se obedece. E parece que isso não vai mudar, já que 75% da população é contra a legalização, ainda de acordo com o levantamento do Lenad.