A base de apoio ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) ignorou ontem, mais uma vez, a pressão popular. Com grande parte do plenário tomado por profissionais da educação e populares - a maioria ligada a partidos políticos de oposição ao prefeito -, a base aprovou o projeto que prevê a reforma do prédio conhecido como “esqueleto".
O clima, antes e durante a discussão e votação de dois projetos ligados à área da educação, foi de tensão. Além do “esqueleto”, houve debate em torno da questão dos diretores de escolas municipais. Vereadores foram aplaudidos e vaiados. A sessão chegou a ser suspensa depois que o vereador Laercinho (PP) foi ofendido quando discursava em defesa de Sidnei Rocha.
O grande público atraiu políticos em campanha, como Gilson Pelizaro (PT) e Hamilton Chiarelo (PSol), ambos candidatos a prefeito. A tensão durou cerca de quatro horas. Após o esvaziamento do plenário, o clima se acalmou e os vereadores sentaram-se juntos para discutir em audiência pública as mais de 300 emendas que apresentaram para a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentarias), a ser votada em 4 de setembro.