Em homenagem ao Dia do Folclore, alunos da Escola de Circo se juntam e dão show na praça da catedral.
Carinhas pintadas, roupas coloridas e brilhantes, excitação e brincadeiras. Equilibrando-se sobre bolas e pernas-de-pau, administrando o malabarismo e dançando em praça pública, cerca de 30 crianças do Jardim Riviera se apresentaram às 10h20 do último sábado na Praça Nossa Senhora da Conceição. O evento foi uma homenagem ao Dia do Folclore (comemorado no último dia 22) e marcou o encerramento das aulas circenses ministradas pelos educadores do Ponto de Cultura Fetanp Escola de Circo.
A trupe chegou minutos antes acompanhada por monitores e mães corujas que foram armando o picadeiro improvisado, retocando a maquiagem e ajeitando o figurino da criançada no local onde tradicionalmente monta-se a casinha do Papai Noel.
A movimentação inicial foi logo chamando a atenção de quem passava e, antes mesmo que tudo estivesse pronto, um círculo humano se formou em torno dos pequenos artistas.
Embora tenham se preparado durante quatro meses para encarar o público, a ansiedade se fez presente. “Estou um pouco nervosa”, confessou a jovem de 14 anos Letícia Leite, que aprontava-se para o show.
As palmas do público então chamaram a abertura do espetáculo com a cena Dança dos Palhacinhos. Enfileirados, dançaram, pularam como Saci Pererê e fizeram a alegria dos espectadores que gravaram tudo em lentes fotográficas e celulares. Era fácil identificar em um dos cantos um aglomerado de mamães que acompanhavam a tudo imitando a coreografia e movendo os lábios conforme as letras das canções. “Minha filha é a Adriele, ela tem 10 anos e faz malabarismo. Ela se desenvolveu bastante, tem muita habilidade. O dia hoje está muito divertido e eu estou bastante orgulhosa” revelou a coladeira Gisele Silva enquanto observava o ‘picadeiro’. Xará da mãe orgulhosa, a empresária Gisele Cubero estava entre as dezenas de pessoas que prestigiaram o evento. “Achei um projeto interessante. É uma coisa que não pode acabar; um incentivo muito grande para que as crianças tenham contato com a origem circense”, afirmou.
Um dos destaques da manhã foi o palhaço Pitoco. Profissional há 15 anos, Ítalo Boraschi tem acompanhado o projeto e passado sua arte adiante. “A criançada aceitou bastante a arte de circo. Para dominá-la tem que ter apreço, força de vontade”, afirmou. Prova disso é que dos 150 inscritos do Riviera, 30 permaneceram até o final. E mais, conseguiram que o curso itinerante de quatro meses continuasse até o fim de 2012 naquele bairro. Paralelas a essas atividades, a Fetanp (Federação de Teatro do Nordeste Paulista) segue com sua programação para o Parque Progresso.
O PROJETO
Amparada pelo Governo do Estado de São Paulo, a Fetanp (Federação de Teatro do Nordeste Paulista) já há três anos realiza em Franca um trabalho de aproximação da comunidade com a cultura circense. Atendendo crianças entre 7 e 14 anos, gratuitamente, em horários extra curriculares, quatro instrutores trabalham técnicas do picadeiro como malabarismo, perna-de- pau, trapézio, tecido, lenço chinês, rola-rola, bola de equilíbrio, sem falar em maquiagem e confecção de figurinos. Neste último trabalho, os pais e a comunidade são convidados a participar.
Durante quatro meses os alunos se reúnem duas vezes por semana em aulas de três horas. Ao fim deste ciclo, se apresentam em público como aconteceu no último sábado, na praça Nossa Senhora da Conceição.
Os interessados em matricular seus filhos devem procurar a Associação de Moradores do Parque Progresso, que fica na rua Hortêncio Mendonça Ribeiro,1.221 - até o dia 14 de setembro, entre às 8 e 17 horas.
Outras informações pelo (16) -3722-7409.