11 de julho de 2026

Casal foi rendido por 3 homens armados


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Reprodução de foto da dona de casa Carolina Neves Carrijo, que fez mais de dez operações na vida

No dia em que foi baleada, 5 de agosto, Carolina Neves Carrijo, 67, e o marido foram visitar o sítio do casal em Ibiraci. Chegaram em casa por volta das 10 horas. Carola, que gostava de cozinhar, almoçou com o marido, Melchior Carrijo, 71. Como de praxe, os dois descansaram durante a tarde.

Depois do “cochilo”, Carolina resolveu coar café. Melchior abriu o portão da garagem e se sentou numa cadeira para observar o movimento na avenida Brasil, como fazia frequentemente. Sentiu o aroma do café e entrou para tomar uma xícara. Deixou o portão aberto porque pretendia retornar. De repente, o casal se viu rendido por três bandidos encapuzados e armados com revólver. “Eles mandavam eu abrir o cofre. Falavam que eu tinha cofre. Um foi me empurrando até o quarto e dois ficaram com a Carola na varanda”, lembra Melchior.

No quarto, o bandido revirou gavetas e porta-joias. Melchior disse que o assaltante lhe deu um soco na nuca e ele caiu na cama. Foi neste instante que escutou o disparo do tiro vindo da varanda. Ao chegar à porta da varanda, se deparou com Carolina vindo em sua direção, com o corpo encurvado, sangrando. Os dois, seguidos por um dos ladrões, caminharam juntos até o quarto. Num ato de coragem, Melchior disse que conseguiu bater a porta do quarto e trancá-la, deixando o bandido do lado de fora.

Os três assaltantes fugiram levando joias e R$ 650, além das chaves do imóvel. Melchior pediu ajuda a um vizinho. Carolina estava consciente. Foi levada, com uma toalha estacando o sangue até a Santa Casa no carro da polícia.

Conseguiu ainda contar o que os bandidos fizeram com ela ao marido. “Ela disse que um dos bandidos ficava chutando a cachorrinha poodle dela, a Melissa, que era seu xodô e ela pediu para não judiar dela. Ele atirou no seio dela.”

A bala entrou pelo peito, atingiu a barriga e saiu nas nádegas. Perfurou o intestino. Também atingiu a pata da cachorra, que teve o tendão rompido. “Se não fosse a cachorrinha, o tiro podia ter pego no coração da Carola e ela teria morrido na hora. Foi uma covardia. Pegaram tudo que queriam, não precisavam atirar”, disse o viúvo, emocionado.