O narrador que escolheu esse título estranho, e que no caso sou eu, vai usar sua linguagem em terceira pessoa, e sim, o texto já começou, mas na verdade isso é uma história sobre cavaleiros, princesas e dragões...e tem dragões...
O lugar é um reino antigo, cheio de anciãos e moradores. Maravilhoso era esse reino, pena que uma besta horrível, feia e malévola, aterrorizava o tal local todo dia e noite. O rei então deci-diu:
- Não aguento essa jaguatirica inflamada até o traseiro perturbar meu reino!!! Quero ela fora daqui agora!
Os cavaleiros mais bravos foram atrás da besta horrível, pena que saíam de lá como espetinhos de sextas-feiras num churrasco...
Só que um dia, um cavaleiro foi atrás desse mesmo dragão. Ele achou duas cavernas intituladas: “Paraíso, onde você sempre foi nobre” e a outra: “Aqui mora a besta enfurecida que solta a chama quente do inferno.” Nem preciso dizer em qual o cavaleiro bonito, mas nem tão inteligente, entrou, né? Tomou coragem, e entrou na caverna. Ele tinha visto a besta com os próprios olhos dele e ficou meio que com medo quando olhou e disse:
-Morrerás dignamente, pois cortarei sua cabeça sem dó !
Então ele voltou a olhar para o dragão (ele estava olhando para uma rocha com diamantes) e viu o bicho de cara com ele. O ca-valeiro então disse:
- Você não me é estranho... já fizemos faculdade?
E o dragão :
-Não.
-Vestibular?
-Não.
-Ensino Médio??
-Não, eu nunca te vi, cara! Você tá me estranhando? Você devia estar correndo e molhando a armadura.
-Ah! Já sei! Fizemos Ensino Fundamental!!
-Não... eu acho...(...)
-Espera, fizemos o ENEM juntos; você era aquele cara que ficava na segunda carteira, né?
-E você era o bobão com o rosto cheio de espinhas??
-Eu mesmo! Como se lembra??
-Não é difícil lembrar de um rosto daqueles...
-E por que você está aqui? Pensei que tivesse passado na prova.
-Eu passei e peguei o ramo de dragão feroz que atormenta o reino.
-Eu não... Fiquei com 6.5 na prova e virei um personagem dessa história.
-Estranho, estamos falando do texto em que estamos??? O leitor disso vai achar estranho...
-É, vamos voltar à batalha, o narrador está esperando.
- Muito obrigado! Bem, como eu ia dizendo...
Então ele voltou a olhar para o dragão e apanhou sua espada, apontando-a para o dragão, dizendo:
-Nunca atormentarás o reino do meu rei, digo eu como cava-lheiro!
O dragão supostamente iria comer o coitado, mas ia logo dizendo:
-Olha, eu iria te comer, mas estou com um sério problema de ventre...
-Prefiro morrer tentando, pelo menos não vou ficar com peso na consciência quando morrer...
-Não interessa, vai morrer com ou sem dor na barriga.
-Não estou nem aí, vamos lutar logo, tenho outro script para fazer.
-Cara, supostamente você morrerá logo! Por que quer desperdiçar seu tempo falando bobagem?
Esperem, agora parem os dois que irei narrar de novo o texto... Como eu estava dizendo, os dois estavam brigando na caverna. Logo então os dois estavam se matando que nem loucos. O dragão estava com muitas chances de vencer o cavalheiro mas o cava-lheiro com sua espada sagrada também tinha chances de vencer.
-Opa, calma aí, então qual de nós vai vencer??
-Bem, eu supostamente acho que os dois deveriam fazer as pazes...
-É, ele tem razão!
-É, não adianta ficar aqui nos matando, né??
Então os dois ficaram amigos para todo o sempre.
João Marcelo
O dragão cabeçudo e o narrador deste texto é obra da cabeça mirabolante de João Marcelo Santos Poli, 11 anos, aluno da sexta série da Escola “Dante Ghedine Filho”.