08 de julho de 2026

MPF e Justiça do Trabalho entram em greve para reinvidicar reajustes


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Funcionários da Justiça do Trabalho em Franca estão em greve desde ontem. Assim como os servidores do MPF, a reivindicação dos grevistas é de reajuste salarial

O movimento grevista dos servidores federais chegou a Franca. Os servidores do Ministério Público Federal (MPF) e da Justiça do Trabalho da cidade entraram em greve para reivindicar reajustes salariais para as categorias. Ambos os órgãos têm pelo menos 70% de adesão dos funcionários, o que significa que mesmo não havendo paralisação total de serviços, tanto o MPF quanto a Justiça do Trabalho estão com atendimento reduzido. O acordo feito entre os grevistas é que só haja atendimento a casos urgentes e medidas emergenciais.

Os servidores do MPF estão em greve desde o dia 15 de agosto. A decisão partiu como adesão à greve do Ministério Público da União, que acontece desde o último dia 13 de agosto em várias partes do país (leia mais em texto nesta página). “Dos 16 servidores efetivos, 30% estão trabalhando. Recebemos processos, mas eles não são movimentados no gabinete, exceto casos urgentes como processos com prazos a vencer, réus presos e demais atividades essenciais que possam provocar prejuízos à sociedade”, explicou o técnico administrativo do MPF, José Antônio da Silva.

O atendimento ao público em geral e a emissão de certidões estão paralisadas. “No momento não temos atrasos com processos, porque eles correm com prazos. Se por acaso a greve se estender por um tempo muito longo, aí sim esses atrasos irão ocorrer”, disse Silva.

Já os funcionários da Justiça do Trabalho decidiram pela greve na última segunda-feira, 20. Desde ontem, 27 dos 36 servidores em Franca, além de quatro Oficiais de Justiça, estão paralisados. “Desde dezembro de 2008 não há reajuste na folha de pagamento. Estamos com 75% dos servidores em greve, e na próxima sexta-feira, 24, faremos outra assembleia para decidir os próximos passos do movimento”, disse o técnico judiciário José Donizeti Vaz Ferreira. Assim como no MPF, o atendimento na Justiça do Trabalho é parcial. “Toda pessoa que se dirigir ao balcão da secretaria será atendida, e as audiências continuarão ocorrendo normalmente. No entanto, a expedição de documentos estará totalmente comprometida durante a greve”, afirmou Ferreira. Os servidores negociam reajuste salarial de 56%.

Tanto o MPF quanto a Justiça do Trabalho devem permanecer em greve até o dia 31 de agosto, uma vez que a Lei Orçamentária Anual (LOA), que deverá constar os aumentos, está prevista para ser votada no Congresso no final deste mês.