09 de julho de 2026

Cinco pastores disputam vagas na Câmara


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As igrejas evangélicas contam com pelo menos cinco pastores entre os candidatos a vereador por Franca, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Na disputa estão dois pastores da Assembleia de Deus, outros dois da Igreja Quadrangular e um da Igreja Universal do Reino de Deus. O número não representa o total de evangélicos que participam da disputa, já que muitos não se registraram como sacerdotes, mas aponta que a bancada protestante está determinada a crescer junto ao Legislativo.

Uma das explicações para o interesse da união entre religião e política está no aumento no número de evangélicos. O Censo do IBGE aponta um aumento de quase 50% entre os protestantes de Franca entre 2000 e 2010. Neste período a população da cidade cresceu 11% - passou de 287 mil para 318 mil habitantes. O número de evangélicos em 2000 era de 43,6 mil. Em 2010 este número saltou para 63,9 mil - 20% da população.

Candidato escolhido uma espécie de prévia realizada pela Igreja Quadrangular, o pastor Adriano Morais é um dos que acreditam que o crescimento da comunidade evangélica fez aumentar o número de candidatos pastores, assim como a “abertura de mente” ocorrida dentro das igrejas evangélicas. “Há alguns anos, o povo evangélico era até meio avesso à política. Mas as igrejas abriram a mente e passaram a se organizar para estarem representadas na Câmara”, disse Morais.

O pastor Otávio Pinheiro (PTB), eleito vereador em 2008 e tenta a reeleição, é o representante oficial da Assembleia de Deus. Ele confessa que esperava mais colegas de pregação na disputa e lamenta o fato de os evangélicos terem ficado tanto tempo “omissos”. “A igreja evangélica, por muitos anos, permaneceu omissa e, de certa forma, foi responsabilizada pela sua ausência no contexto político. Ela se abriu para fazer a diferença com pessoas de bem, responsáveis e competentes para que tenhamos uma política mais honesta.”

Os outros pastores na disputa são Osvaldo Silva (PRB), representante da Universal, Rilda Cortez (PDT), da Quadrangular, e Carlos da Cunha (PHS), que teria contrariado determinação dos pastores da Assembleia de Deus, se lançou candidato e está afastado. Cunha, alegando orientações do partido, se recusou a dar entrevista.