09 de julho de 2026

Estado investiga morte de 20 cabeças de gado na região


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Cabeças de gado Nelore e Cruzado em confinamento na Fazenda São José. 20 animais morreram no decorrer de uma semana

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo (regional de Franca) começou a investigar ontem a morte de 20 cabeças de gado encontradas em estado de decomposição no último sábado em uma estrada rural de São José da Bela Vista. O rebanho foi localizado por funcionários de uma fazenda próxima devido à grande presença de urubus no local. Entre as suspeitas estão a intoxicação por ureia (sal para alimentação animal) ou mesmo a morte por raiva bovina.

A comunicação do caso foi feita pela Vigilância Sanitária de São José da Bela Vista, que esteve no local e conseguiu identificar o proprietário dos animais. A Polícia Ambiental de Franca também foi chamada e, após comparecer na propriedade, descartou a possibilidade de contaminação do meio ambiente.

Os animais pertenciam à Fazenda São José que trabalha com confinamento de gado para corte. Segundo um funcionário da fazenda, as mortes começaram a ocorrer no dia 12 de agosto e foram evoluindo no decorrer da semana. O último animal morreu no sábado, dia 18. O gado era das raças Nelore e Cruzado. “Primeiro morreram três, depois duas vacas e a gente não sabia o que era. O proprietário chamou o veterinário, mas elas continuaram morrendo”, disse o trabalhador rural, que preferiu não se identificar.

O mesmo rapaz, que cuida do trato do gado, disse que a orientação recebida foi de descartar os animais em um local mais afastado. “Fomos colocando as carcaças lá até que alguém denunciou porque tinham muitas, mas os animais não morreram de uma única vez, foi aos poucos.” Segundo o funcionário no confinamento da fazenda havia antes das mortes começarem a ocorrer, cerca de 150 cabeças de gado, algumas pesando até 17 arrobas.

Na tarde de ontem, técnicos da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo estiveram na propriedade e conversaram com os funcionários. Entre as indagações foi perguntado sobre a aplicação de vacinas nos animais, principalmente a de proteção do rebanho às doenças, como raiva e aftosa. Os técnicos não quiseram gravar entrevista e afirmaram que a investigação estava no início e não era possível atestar o que teria provocado a morte dos animais. “Tínhamos que ter sido informados nas primeiras mortes. Só podemos saber de fato o que ocorreu se houver novas mortes. Com as carcaças não se pode fazer nada”, disse um dos funcionários sem se identificar.

No fim da tarde de ontem, a reportagem conseguiu contato com o proprietário da fazenda, morador em Ituverava. Por celular, o pecuarista identificado como Ângelo disse que “havia acabado de retornar de Nova York, nos Estados Unidos, e ainda não tinha ido até a fazenda”. Ele não quis se pronunciar sobre as mortes.