Wagner Kazan, instrutor de mergulho, disse que todo mundo nasce sabendo nadar, portanto o mergulho está liberado para todos. A recomendação para que a prática seja segura é a de que o aspirante tenha uma vida saudável, saiba se virar na água, tenha condicionamento físico razoável e não aja com irresponsabilidade, ou seja, respeite seu conhecimento e não ultrapasse seus limites ou os do corpo.
Segundo o US National Safety Council, o mergulho é um dos esportes mais seguros do mundo: em 91, por exemplo, em atividades de mergulho nos EUA a taxa de acidentes registrados foi de apenas 0,04%.
Não há dados estatísticos sobre mergulho no Brasil, mas neste ano, pelo menos cinco brasileiros que estavam mergulhando perderam suas vidas, dois deles no exterior. Em março, os corpos dos empresários Rodrigo Garcia e Alessandro Varani, ambos de 29 anos, foram encontrados na pedreira de Salto de Pirapora, em São Paulo. Rodrigo tinham começado a mergulhar quatro meses antes, mas Alessandro tinha experiência de três anos.
Em abril, a bióloga Regina Célia Gonçalves Peralta, de 47 anos, morreu quando participava de um curso de mergulho em Arraial do Cabo, no Rio. O laudo da perícia apontou morte por asfixia.
No final de abril, José Brugnaro Neto e a mulher dele, Renata Quirino Brugnarol, ambos de São José dos Campos, morreram na praia de Carmen, na região da Riviera Maia, no México.
A imprensa mexicana informou que eles mergulhavam em uma caverna e, provavelmente, não conseguiram encontrar a saída e morreram por falta de oxigênio. O casal estava acompanhado de um guia espanhol, que também foi encontrado morto.
Para se aventurar sob a água, o interessado precisa fazer um curso básico que o leva até o limite de 18 metros de profundidade. Depois, pode fazer cursos avançados, de resgate e primeiro socorros e até se tornar um profissional de mergulho.
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