Quando um pedinte que todo dia me abordava veio, mais uma vez, pedir meu dinheiro, perguntei-lhe: Por que eu tenho dinheiro? Perguntei e respondi: Tenho porque trabalho. Perguntei, então, a ele: por que você não trabalha? Ele disse, com sarcasmo: “Eu não. Prefiro beber.” Dar dinheiro prá essa gente e ficar com pena, não ajuda. Só colabora para que peçam mais. Dizer que são vítimas do governo e que não tiveram oportunidade, é hipocrisia. Meu avó era um. Não queria ser ajudado, não queria trabalhar, não queria ficar com a gente, não queria ir para um abrigo. Acostumou-se com a vida na rua. Do sistema, eu também sou vítima! Ninguém me dá dinheiro prá estudar, para o transporte ou lazer se eu mesma não ganhar, trabalhando. A diferença é que sou eu que tenho que voltar para casa com medo dos intimidadores e agressivos, me abordando na rua.
Kênia
Franca - SP
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Coloquem os moradores de rua em frente às casas dos defensores públicos, eles que foram contra a ação do (juiz) dr. Arimatéa. Quando aparece alguém para colocar ordem na cidade vem a turma do contra e estraga tudo. Trabalho não falta! O que falta é vontade de trabalhar!!!
Cristina
Franca - SP