O diretor do Frigorífico Franca Boi, Carlos Roberto Batarra, nega que o cheiro ruim citado pelos moradores de bairros próximos ao Distrito Industrial seja gerado pelo frigorífico. “Isso não é real. O sebo, que poderia gerar cheiro ruim, é coletado durante os abates. O caminhão acompanha o abate todas as manhãs e faz a coleta dos resíduos na hora.”
Batarra afirma ainda que o odor pode ter outras fontes. “Estamos próximos ao lixão (aterro sanitário) e aos curtumes, que têm cheiro ruim... O frigorífico gera cheiro, mas nada tão intenso a ponto de causar incômodo aos vizinhos.”
Sobre a presença de urubus, o diretor disse que as aves são atraídas pelo esterco com restos de alimentos que não são totalmente filtrados pela peneira. “Já estamos investindo num novo sistema para prensar o esterco e dar outra destinação e não teremos mais urubus aqui na área. Dentro de quatro meses deverá estar em operação.”
O Franca Boi tem concessão da Prefeitura para operar o matadouro desde 2006 e o contrato é válido por mais 20 anos, segundo o diretor. São abatidas por dia, em média, cem cabeças de gado - de segunda a sexta-feira. No local são feitos, além do abate, corte, desossa, embalagem e distribuição.
Em 28 de julho, o Comércio publicou reportagem sobre a redução do mau cheiro gerado pelos curtumes no Distrito. A associação que gerencia o sistema de processamento do couro adotou medidas, como limpeza das lagoas de tratamento, e o odor diminuiu.