Venha o Teu reino, seja a Tua vontade, assim na terra como no céu’ (Mt 6:10)
A nossa meta é o reino de Deus
O tema da mensagem desta semana é ‘Paulo escreve a Epístola aos Romanos’. Desde as primeiras mensagens temos falado acerca da vontade eterna de Deus. Depois de ter criado o homem e a mulher, ele os abençoou e lhes disse que deveriam ser fecundos, multiplicar-se, encher a terra e sujeitá-la. Sujeitar está relacionado com o reino. Deus tem um reino de eternidade a eternidade, e Ele espera estabelecer aqui na terra o reino dos céus, para assim Sua vontade ser feita na terra como é feita nos céus (Mt 6:10). O reino é a esfera na qual a vontade de Deus é feita. O jardim do Éden, no qual Deus colocou o homem após havê-lo criado, era uma miniatura do reino. Porém o homem desobedeceu a Deus, comendo do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, dando assim oportunidade para Satanás trabalhar em sua alma (Gn 3:6). Por fim, Satanás se adiantou e fez com que o homem estabelecesse o reino humano por meio de Babel, que tomou o lugar do reino de Deus. Deus por isso julgou a humanidade e lhe confundiu a linguagem (Gn 10:8-11; 11:7-9).
Mais tarde, Deus escolheu Abraão e prometeu que da sua descendência faria uma grande nação, isto é, um grande reino, e nele seriam benditas todas as famílias da terra (Gn 12:1-3). Entretanto, a descendência de Abraão falhou e não ganhou essa bênção plenamente; por isso, no início dos terceiros dois mil anos, o próprio Deus tornou-se homem, na pessoa do Senhor Jesus (Jo 1:14). Ele é o Rei do reino dos céus que veio salvar os homens para que se tornassem cidadãos do reino dos céus a fim de crescer em vida para viverem como o povo do reino.
Nesta era, a era da graça, ganhamos o Espírito prometido, que é a bênção de Deus a Abraão (Gl 3:14) e também um ponto importante no livro de Gálatas. Hoje, invocamos o nome do Senhor de tal forma que isso se tornou parte do nosso viver; assim como respiramos o ar para sobreviver, também não conseguimos viver sem invocar o nome do Senhor, pois invocá-Lo nos faz permanecer no Espírito (1 Co 12:3). A Epístola aos Gálatas nos mostra que os santos da Galácia começaram no Espírito, invocando o nome do Senhor, e permanecendo assim poderiam crescer em vida e resistir às coisas da lei e da carne. O Espírito milita contra a carne e é contrário à alma natural. Por isso precisamos viver e andar pelo Espírito (Gl 5:16-18). Libertar-se das obras da carne não é questão de esforço próprio, mas de andar no Espírito (Rm 8:4-5). Não precisamos guardar a lei pela força natural, e, sim, andar no Espírito.
Uma vez que vivemos e andamos no Espírito, o fruto do Espírito é produzido espontaneamente em nós. Em Gálatas 5:16, o verbo andar em grego é peripatéo, que quer dizer andar à vontade, desordenadamente e sem meta; no versículo 25, o verbo grego é o stoichéo, que quer dizer avançar em linha, como um regimento. Em nosso andar no Espírito deve haver um progresso: queremos seguir à frente segundo as regras, como um exército, em ordem. Não andamos para os lados nem para trás. A nossa meta é o reino de Deus. Quando estamos no Espírito, estamos no reino.
O reino está relacionado com a vida, pois entramos no reino nascendo de novo (Jo 3:3). Quando há crescimento de vida, temos a expressão do reino; por um lado vivemos e praticamos a vida da igreja, e por outro crescemos em vida para o reino. Mesmo a obra que realizamos é resultado de vida: por um lado é crescimento de vida; por outro é edificação. Essa é a realidade do reino.
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