Há uma semana, o Tribunal Regional Eleitoral cassou Marco Garcia por infidelidade partidária. Até agora, nada mudou. O cenário segue completamente indefinido. A Justiça Eleitoral ainda não notificou a oficialmente a Câmara Municipal sobre a decisão. As dúvidas sobre quem seria o substituto de Garcia também persistem. Pastora Míriam e Carlinho Miramontes disputam a vaga. Diante do impasse, o vereador cassado ganha sobrevida. Mesmo tendo perdido o mandato, participará da sessão de hoje. Pode votar normalmente.
Marco Garcia trocou o PP pelo PPS em setembro do ano passado. Disse que era “perseguido”. O partido “traído” entrou na Justiça e pediu o seu mandato, alegando infidelidade. O julgamento foi realizado na noite de terça-feira,7. O TRE concordou com os argumentos dos advogados do PP e entendeu que não houve razão forte o bastante para justificar a mudança partidária. Marco Garcia foi cassado.
Até o fim da tarde de ontem, a sentença não havia sido publicada pelo Tribunal. Legalmente, Marco segue como vereador. “Está sendo difícil engolir, mas o tempo diminui a angústia. Participarei da sessão de amanhã (hoje)”.
A defesa do vereador também não entregou os pontos e tentará uma medida liminar para suspender a cassação até o recurso ser julgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). “Algumas jurisprudências nos fazem acreditar que teremos surpresa. Por que o diretório só representou contra o Marco e não contra a Pastora Míriam, que também deixou o partido? Está claro que houve perseguição”, avalia o advogado Atair Carlos de Oliveira.
A Justiça Eleitoral prevê que o primeiro suplente assuma a vaga. O lugar seria da pastora Míriam de Carvalho, mas ela também deixou o PP e se filiou ao PR. Segundo na linha de suplência do PP, Carlinho Miramontes rejeita a posse da pastora. “A vaga é do partido (...) Vou brigar com unhas e dentes pela vaga”.