Os adversários de Ubiali refutam sua avaliação sobre os fatores que levam cada partido a aportar dinheiro nas respectivas campanhas. A tese da competitividade, defendida pelo médico, é rechaçada pelos demais.
Cassiano Pimentel, do PV, é o mais ácido. Para ele, a dificuldade em conseguir doações é generalizada, nada tem a ver com “confiar ou não” em uma candidatura e apenas Ubiali destoa. “Ele (Ubiali) sempre fez campanhas muito caras e eu sei que ele sempre colocou dinheiro próprio na campanha. O que eu inclusive vejo com grande temor, porque quem gasta muito do que é próprio de algum lugar quer ressarcir depois.”
Graciela Ambrósio (DEM) diz que não tem “fábrica de dinheiro” e que é surpreendente que a candidatura de Ubiali consiga tanto mais do que seus adversários na disputa. “Comigo não tem acordinho nem acordão. Não faço negociatas nem condiciono doação a favores futuros. Cada um age de acordo com sua consciência.”
Gilson Pelizaro, do PT, nega falta de suporte da legenda e diz que o momento do repasse de recursos pelo partido respeita a estratégia desenhada para a campanha. “Ele (Ubiali) não precisa se preocupar com as nossas contas não, porque do nosso a gente administra direitinho.”
Entre os tucanos, a opinião é semelhante. “Arrecadação nada tem a ver com crença na candidatura”, diz Marcelo Facuri, coordenador da campanha de Alexandre Ferreira. “Não pedimos dinheiro para o PSDB nem o partido tem planos de repassar.”
Hamilton Chiarelo, do Psol, avalia como “infeliz” a declaração do médico. “(Ele) está se julgando superior aos demais.”