Outro acusado de envolvimento no assassinato do ex-prefeito de Igarapava, Gilberto Soares dos Santos, o “Giriri”, foi julgado ontem no Fórum de Franca. O comerciante Cláudio Ângelo, suspeito de ser um dos mandantes do latrocínio forjado contra o político, em outubro de 1998, foi absolvido em júri popular, após quase três horas de audiência. Ele foi inocentado das acusações de homicídio simples e sequestro.
O bárbaro crime contra “Giriri”, como era conhecido em Igarapava, aconteceu há quase 14 anos. A chácara do ex-prefeito, que iniciava seu segundo mandato, foi invadida por cinco homens que fizeram reféns a vítima e mais seis familiares. Ele foi sequestrado, colocado dentro de um carro, torturado e morto com 11 tiros em um canavial às margens da rodovia Anhanguera, próximo a Aramina (SP).
Segundo a Justiça, Ângelo foi citado em interrogatórios pelos executores do crime, que o apontaram como um dos mandantes. Familiares do prefeito disseram à polícia que acreditavam que a motivação do crime tenha sido uma rixa política. O crime envolveu 14 pessoas, entre matadores, comerciantes, empresários e políticos. Oito foram condenados e cinco absolvidos. Um ainda aguarda audiência.
O julgamento teve início por volta das 9 horas. Foram ouvidos o promotor Carlos Ernani Constantino, o advogado de defesa André Luís Machado Arantes e o réu, além de testemunhas de defesa. Em juízo, Ângelo negou ter envolvimento no crime. O próprio promotor afirmou que as provas eram inconsistentes. O júri, formado por sete pessoas, ouviu todos os depoimentos e, por volta do meio-dia, decidiu inocentá-lo. A absolvição foi assinada pelo juiz Lúcio Alberto Eneas da Silva Ferreira.