08 de julho de 2026

Proteção em córregos


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A estatística mostra que a situação é realmente preocupante. Nos primeiros 6 meses do corrente ano, tivemos pelo menos um carro a cada trinta dias dentro dos córregos de nossa cidade. Foram três mortes e vários feridos, o suficiente para que se iniciasse uma discussão sobre a viabilidade, a necessidade e a possível eficácia de uma grade de proteção ao longo desses regatos.

A discussão ganhou espaço nos principais meios de comunicação da cidade e também invadiu a internet, conseguindo uma ampla divulgação nas redes sociais. Nesses espaços, obviamente, a emoção deu o tom aos debates, tornando praticamente consensual a idéia da proteção.

O executivo municipal, no entanto, tentou racionalizar a questão e fugir um pouco dessa conotação emotiva que a cercara. Em um primeiro momento, apesar de reconhecer o problema e a dor das famílias envolvidas, disse que não tinha condições de executar o serviço porque a verba necessária para isso não havia sido prevista no orçamento.

Essa declaração, obviamente, causou uma forte reação. Nas cartas dos leitores publicadas pelo Comércio e na mídia de forma geral, os protestos foram quase uma unanimidade. E não faltaram também as comparações com outros gastos feitos ou anunciados pela Prefeitura, como aqueles relacionados à construção do viaduto ou à compra do ‘esqueleto’ do prédio na entrada da cidade. Para muitos cidadãos, é inconcebível que existam recursos para essas obras mais vultosas e falte dinheiro para uma obra que não é tão cara nem complexa como aquelas.

Recentemente, porém, o prefeito municipal acabou voltando atrás. Ao aprovar o projeto que altera o Plano Viário do Município, sancionou também a proposta do vereador Silas Cuba, que obriga a Prefeitura a colocar as grades de proteção ao longo dos córregos. Apesar de ainda não haver previsão de quando as obras serão iniciadas, agora pelo menos elas já estão aprovadas. Mais cedo ou mais tarde a proteção terá que ser colocada.

Mesmo que muitos considerem essa aprovação uma vitória, é importante lembrarmos que tal proteção talvez não seja a solução final e feliz que todos imaginam e desejam. De forma geral, as causas desse tipo de acidente concentram-se mais na imperícia e nos erros dos motoristas do que no excesso de água ou na própria inexistência de grades de proteção.

O mais importanteé que todos os motoristas francanos redobrem a atenção nessas avenidas, em especial em momentos de temporais. Com ou sem grade, a prudência, o respeito aos limites de velocidade e a direção responsável ainda são as maneiras mais eficazes para reduzir a incidência de tragédias no trânsito.