08 de julho de 2026

Graciela minimiza queda; adversários comemoram


| Tempo de leitura: 2 min
A candidata a prefeita Graciela Ambrosio e o deputado estadual Gilson de Souza cumprimentam populares e pedem votos sábado na Praça Dom Pedro I

Os números da segunda rodada da pesquisa de intenção de votos Datalink/GCN para prefeito de Franca, divulgados na edição de domingo do Comércio, provocaram efeito imediato. O clima e os ânimos de candidatos e seus principais assessores, até então contidos, mudaram sensivelmente a partir do cenário revelado pela nova pesquisa, com o recuo da líder Graciela Ambrosio (PP) e o crescimento de seus três principais adversários, Marco Aurélio Ubiali (PSB), Gilson Pelizaro (PT) e Alexandre Ferreira (PSDB). A delegada segue na frente, mas a queda de 7,7 pontos (tinha 36,7% na primeira rodada e caiu para 29%) animou seus adversários.

A líder Graciela Ambrosio culpa o atraso no lançamento da campanha pelos números da pesquisa e diz que a variação já era esperada. “Só entramos na disputa três semanas depois de nossos adversários”, afirma. “O importante é que seguimos na frente e vamos lutar muito para ampliar a vantagem, com garra e honestidade”.

O médico Marco Aurélio Ubiali, segundo na disputa (tinha 17%, subiu para 19,7%), resume o sentimento comum a todos os adversários da delegada. “A pesquisa foi ótima. Realmente retrata a realidade deste momento”, diz o socialista. “(A pesquisa) me deu muito mais esperança de poder estar participando do segundo turno.”

Gilson Pelizaro (tinha 12,2% e subiu para 15,7%), avalia que o crescimento de suas intenções registrado pela pesquisa não é um evento isolado. “Nós temos uma tendência de alta muito boa. Fiquei satisfeito”, diz o petista.

No ninho tucano, a oscilação nas intenções de voto da líder nas pesquisas é tratada como um fato significativo. “Essa queda da doutora (Graciela Ambrosio) é uma queda importante. Os outros se mantiveram da mesma maneira (...) Há chance de os três candidatos terem tirado voto da doutora, pelo menos é o que parece”, diz Alexandre Ferreira. Marcelo Facuri, coordenador da campanha do PSDB, acredita também que as flutuações dos números vão marcar o início de um período mais agressivo na luta pelo comando da prefeitura. “Vai esquentar. O marasmo acabou”.

Cassiano Pimentel, do PV (tinha 2,5% e agora aparece com 2,2%), Marcelo Bomba, do PTC (variou de 1,7% para 1,2%) e Hamilton Chiarelo (sem citação na primeira pesquisa e 0,5% na segunda rodada) têm discurso semelhante. Para eles, os líderes são os que mais investiram e se anteciparam e, por isso, acabam sendo mais lembrados. “‘É reflexo de um momento de divulgação que existe, onde os candidatos que estão em primeiro são os que mais estiveram em evidência nesse tempo”, resume o verde Pimentel. “Quem não é visto não é lembrado”, diz Bomba.


Cassiano Pimentel e militantes do partido verde caminham na avenida Chico Júlio no mesmo sábado