10 de julho de 2026

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Ernani Maniglia Neto, 25, que juntou dinheiro por cinco anos e, há três anos, abriu a loja Acanã Agropecuária e Moda Country

Eles ainda estão na casa dos 20 anos, mas já conseguiram enxergar no mercado de trabalho boas oportunidades de crescer financeiramente. Sem medo de arriscar, juntaram as economias, saíram da sombra de um chefe e se tornaram jovens empreendedores. Em Franca não há estatísticas sobre o total de jovens antes dos 30 que são donos de seu próprio negócio, porém no Brasil dados do Sebrae mostram que, dos atuais empreendedores, 10,8% têm entre 25 e 29 anos e outros 8,6% tem até 25 anos.

Foi com uma boa dose certa de ousadia que Ernani Maniglia Neto, 25, montou há três anos a Acanã Agropecuária e Moda Country. Para abrir o negócio ele juntou dinheiro durante cinco anos, vendeu um cavalo e o carro que tinha. Sem recursos para investir em estoque, inaugurou a loja com poucos produtos de cada item. Na “raça” foi ganhando confiança de clientes e fornecedores. De 80 itens pulou para 400, passou a ser reconhecido na cidade e atualmente se prepara para abrir a segunda unidade em Minas Gerais.

“Sempre gostei do meio rural e pensava em abrir uma loja no ramo, porém tinha muita gente contra, muitos falavam que não daria certo, mas tenho conseguido.”

Ernani agora conta com a ajuda da mãe na parte administrativa, mas é ele quem cuida das compras e do atendimento ao cliente. “No início, as pessoas estranhavam eu ser o dono e o retorno era pouco. Só recentemente comecei a colher os frutos.”

Para Adauto Luiz de Lacerda, 29, o sonho de ser dono do próprio negócio era distante até 2009. “Achava que isso só aconteceria depois dos 40, mas tudo foi acontecendo e vi que existia uma necessidade de mercado.” Adauto tem três negócios ligados à área de alimentação, sendo um de comida congelada, um bufê personalizado e uma escola de cursos de culinária.

“Trabalhava antigamente como gerente administrativo do Castelinho e tinha muito contato com festas e eventos. Fui para São Paulo gerenciar um clube com minha mulher e na volta montei uma cozinha para oferecer cursos de comida japonesa.”

O negócio prosperou e ao mesmo tempo se desmembrou. “As pessoas passaram a procurar por outros tipos de cursos, não só de comida japonesa. Também percebi com minha mulher, meu cunhado e minha irmã que havia espaço para um bufê personalizado que vai até a casa do cliente.”

No caso da ex-vendedora Simone Teixeira Costa, 28, a sorte foi uma aliada. A jovem trabalhava em loja de sapatos no Shopping do Calçado e na desistência do proprietário de tocar o negócio foi convidada a assumir a administração. “Eu não tinha condições, mas ele disse que eu poderia pagar em prestações com o rendimento da própria loja. Então aceitei o desafio.”

Em menos de um ano Simone liquidou a dívida e antes de completar três anos da mudança de funcionária para dona, resolveu arriscar novamente e inaugurar uma loja de bijuteria também no centro de compras. “Era meu sonho. Sempre gostei de biju e queria ter uma loja. Viajava para São Paulo e comprava muita biju para uso particular. Agora tenho minha própria loja e quem sabe o próximo passo não seja abrir uma franquia.”

A modelista Marcela Grecco, 23 anos, dá os primeiros passos no empreendedorismo. Ex-funcionária de uma financeira, ela confeccionou no fim do ano passado uma bolsa de tecido para usar durante o verão. As amigas gostaram e pediram para Marcela fazer novas peças. Em pouco tempo o passatempo começou a virar negócio e hoje a jovem se prepara para abrir a primeira loja/ateliê. “Estou à procura de um ponto ideal, pois o restante está tudo definido. Inclusive CNJP e marca.”

Atualmente, Marcela confecciona as bolsas na casa em que mora no Parque São Jorge e as vende pela internet. Para a abertura de sua primeira loja, prevê um investimento de R$ 13 mil, o que inclui também consultorias de planejamento e moda. “Estou fazendo tudo com calma, mas meu sonho não vai parar por ai. Quero ter uma fábrica.”