Três policiais militares foram expulsos da corporação e um agente penitenciário acabou demitido, por determinação da Justiça, pelo envolvimento com uma quadrilha de criminosos. No total, foram condenadas 11 pessoas, sendo uma mulher, por participarem de um furto mal-sucedido, ocorrido no dia 31 de maio de 2011, em Patrocínio Paulista. As penas dos condenados, somadas, chegam a 182 anos de prisão (veja quadro nesta página).
Na ocasião, a quadrilha explodiu caixas eletrônicos de dois bancos naquela cidade, mas não conseguiu levar nada. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e o serviço reservado da Polícia Militar, já investigava o bando. Logo após a ação, a PM cercou a casa onde parte da quadrilha estava, no Recanto Elimar. Com mandado de busca, policiais tentaram entrar no imóvel, mas foram recebidos a tiros. Houve o revide. Três bandidos morreram no confronto: Paulo Roberto da Silva Júnior, 26; Ivan Snagalli, 26, e Jonatan Cardoso Ramos, 25, o “Alemão”, todos moradores em Campinas (SP).
Ontem à tarde, a reportagem do Comércio enviou e-mail ao setor de Comunicação da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para saber a posição da corporação em relação ao caso e se os policiais já haviam sido exonerados do serviço público, mas até o fechamento desta edição não houve respostas.
Em relação às condenações, não só dos policiais, mas dos 11 integrantes da quadrilha, o Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio dos promotores de Justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) - Núcleo Franca -informou em nota que já recorreu da sentença para tentar aumentar ainda mais as penas aplicadas aos condenados.
A SENTENÇA
A sentença de condenação dos acusados foi proferida no último dia 26 de julho pelo Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal, Wagner de Carvalho Lima. A reportagem do Comércio da Franca teve acesso ao processo condenatório. Parte dos 11 réus foi condenada com penas superiores a 20 anos. A denúncia foi apresentada pelo Gaeco. Os crimes atribuídos à quadrilha e acatados pela Justiça foram formação de quadrilha, explosão, tentativa de furto, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Os três moradores de Campinas - Anderson Gomes da Silva, 37, Heber Moisés Cruz Pereira, 35, Marcos Tadeu da Silva, 30, e Silvano Pires da Silva, 31, de Sumaré, foram os criminosos que receberam a maior punição. Todos foram condenados a 24 anos e 10 meses cada um, em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade. De acordo com a Justiça, eles seriam os principais integrantes do bando que trocaram tiros com a polícia, além de explodirem os caixas eletrônicos. As menores penas ficaram em três anos, com direito a responder o processo em liberdade.