Morreu na quinta-feira, por volta de 22h40, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, o corretor de imóveis, esportista e ex-presidente do Franca Basquete, Júlio Tadeu Biondi, aos 55 anos.
No dia 10 de julho, depois de um dia de trabalho, voltou para sua casa e, ao lado da mulher, se preparou para ir à cerimônia de posse do novo presidente do Rotary Franca Oeste. Saiu e voltou, para pegar algo que havia esquecido. De novo em casa, sofreu um aneurisma hemorrágico gravíssimo e, entrou em coma. Foi levado para a Santa Casa. Permaneceu em coma até sua morte, ocorrida por agravamento causado por edema pulmonar seguido por isquemia. Tadeu, como era mais conhecido, deixa viúva Maria das Graças Fachada Biondi, depois de 29 anos de casamento e dois filhos, Júlio e Gabriella.
Francano, formou-se em Administração de Empresas pela Uni-Facef e Direito, pela Faculdade Municipal de Franca. Dirigiu sua empresa – Tadeu Biondi Imóveis – por 30 anos, e ali, em função de sua capacidade de fazer amigos e consolidar clientela, construiu extensa e fiel rede de relacionamento. A empresa será gerida, agora, pelo filho Júlio.
Era, segundo companheiros do Rotary Sul – onde foi presidente por duas gestões e oficial de Protocolo em várias ocasiões – atletas e dirigentes esportivos com os quais se relacionou, ‘um homem em quem se podia confiar, capaz de uma palavra equilibrada e amiga fosse qual fosse o momento, além de gestor eficiente’.
Integrado à missão rotária, Tadeu estava ocupando o cargo de governador-assistente do Distrito 4540 de Rotary Internacional, quando de sua morte. No Rotary Sul, ingressou em 28 de abril de 1988, apadrinhado pelo médico Hermes Falleiros. Sempre ligado a ações cidadãs, foi o elo entre seu Rotary e o projeto “Legal é Ser Educado”, criado pelo motivador social Maurilo Casemiro Filho, apoiado pelo GCN e pela Uni-Facef, e em plena atividade naquele Rotary. Participou, também, da fundação de clubes rotários em Cristais Paulista e Patrocínio Paulista (SP).
No basquete francano, Tadeu Biondi deixou marcas. Esportista que gostava de basquete, atletismo e do futebol de seu São Paulo Futebol Clube, construiu uma história de estímulo a jovens que não pode ser esquecida. Fundou, com Ismael Naves, a Aspa - Associação de Pais e Amigos do Franca Basquete, para apoiar e receber jovens na prática da modalidade. Seu filho, Júlio, dedicava-se à prática deste esporte no Sesi, e ali, Tadeu, que o acompanhava, soube das grandes dificuldades que famílias de jovens de talento tinham para encaminhá-los.
Depois de presidir a entidade, foi procurado por dirigentes do Franca Basquete que lhe apresentaram o desafio de reestruturar o clube que passava por graves dificuldades e tinha uma enorme dívida. Com o aval da família, dedicou-se. Formou um grupo gestor e, ao final do mandato, tinha conseguido pagar boa parte da dívida e, paralelamente, montar equipe competitiva para receber de volta à cidade o treinador Hélio Rubens Garcia, após tempo de trabalho no Vasco da Gama do Rio de Janeiro e em Uberlândia.
Depois que concluiu sua gestão, não foi mais ao Pedrocão. Não gostava de ouvir que ‘tinha que voltar’, já que respeitava o trabalho dos que o sucederam. Ouvia os jogos pelo rádio, entristecia-se com as derrotas e alegrava-se com as vitórias. Ano passado, resolveu que iria, com a família, em todos os finais de semana possíveis, para apartamento que adquiriu em Guarujá (SP).
Foi velado no São Vicente de Paulo, com a presença de ex-governadores de Rotary, dirigentes de clubes de serviço francanos, atletas de várias modalidades e incontáveis amigos que fez pela vida curta, mas intensamente vivida. O sepultamento aconteceu às 15 horas de ontem, sexta-feira, no Cemitério da Saudade.