09 de julho de 2026

Aumenta o número de crianças adotadas em Franca neste ano


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O casal Leonardo e Janaína com o filho que adotaram há oito meses e já os chama de pai e mãe

O número de crianças que ganharam uma nova família cresceu este ano em Franca. Ao todo, foram 11 adoções de janeiro a julho, segundo dados do Fórum. O número é bem superior às duas crianças encaminhadas a novos lares no ano passado, no mesmo período. “Acreditamos que esse aumento nas adoções é causado por um esclarecimento maior das pessoas a respeito, inclusive das possibilidades de adaptação de crianças maiores dentro das famílias”, disse a psicóloga do Fórum, Valéria de Senne Badaró.

Apesar do aumento, existem atualmente 63 crianças no abrigo Recanto Samaritano que podem ser adotadas, e outras 13 que estão em casas de famílias acolhedoras. Maus-tratos, negligência, consumo de drogas e abuso sexual são alguns dos motivos que fazem com que os pais biológicos tenham a suspensão ou a destituição do poder sobre o filho.

Do outro lado, 56 casais aguardam na fila para adotar uma criança. Valéria diz que o maior empecilho são as exigências dos futuros pais. Meninas de até quatro anos, brancas e que não tenham irmãos é o perfil exigido pela maioria das pessoas interessadas em adotar. Segundo a psicóloga, 33 dos casais inscritos não aceitam irmãos e quase metade das crianças disponíveis possuem um ou mais irmãos. “Temos a orientação para que essas crianças sejam adotadas juntas. Outra dificuldade é a idade avançada, a maioria dos pretendentes querem crianças até quatro anos.”

Entre as 11 famílias que ganharam um novo filho por meio da adoção recentemente, está a do funcionário público Leonardo Estevam, 45, e da operadora de caixa Janaína Estevam, 35. Diabética, ela tem dificuldade para engravidar e, por esse motivo, os dois decidiram se inscrever no programa de adoção do Fórum. Logo que deram entrada nos papéis, Janaína descobriu que estava grávida, mas após uma gestação difícil, perdeu o bebê aos seis meses.

Segundo Leonardo, após nove meses da perda, em novembro do ano passado, o casal foi chamado para conhecer um menino de dois anos. Pouco tempo depois, os três já formavam uma família. “No início, ele estranhou um pouco, agora estamos felizes por dar essa oportunidade para nós e para ele também”, disse o pai. Para Janaína, a casa está mais alegre com o filho. “Ele é muito amoroso, acorda a gente falando ‘eu te amo’. Vamos voltar para a fila, queremos adotar mais um.”

Quem deseja adotar um filho deve procurar o Setor de Serviço Social e Psicologia do Fórum.