09 de julho de 2026

Final das férias: 20 mil alunos voltam às aulas na rede municipal


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Movimentação no fim do primeiro dia de aula da escola ‘Professora Elenita Mazzota de Oliveira’

Cerca de 20 mil alunos dos ensinos infantil e fundamental da rede municipal voltaram às aulas ontem em Franca. Na quarta-feira, outros 40 mil estudantes de ensino fundamental e médio da rede estadual e 35 mil nos três níveis da particular também devem retornar às escolas.

Mesmo nas escolas municipais pequenas, como a “Professora Elenita Mazzota de Oliveira”, no Jardim Ângela Rosa, o movimento de pais e alunos foi intenso. “Estou aliviada, porque meu filho fica muito ocioso em casa. Nas férias, ele só queria saber de passear, e eu não consigo preencher todo esse tempo livre. Na escola, ele fica mais animado”, disse a técnica em enfermagem Edi Rodrigues, mãe de um estudante do Pré-1. “Em casa, os filhos não querem nada com nada. Já na escola, eles se desenvolvem, estudam e aprendem”, completou a auxiliar de produção Camila dos Santos, que tem um filho também no Pré-1.

Mas nem todos os pais encaram tão bem a volta às aulas. “Na época das aulas, eu sinto falta das minhas filhas. Eu as queria mais perto de mim”, comentou a dona de casa Raquel Martins, mãe das gêmeas Maria Isabel e Maria Fernanda, também do Pré-1. Elas, diferentemente da mãe, gostaram da mudança de rotina. “Foi muito bom, porque a gente brincou, tinha muita gente aqui. E eu nem chorei hoje”, disse Maria Fernanda. Maria Isabel acrescentou que estava animada para voltar à escola.

Na época de volta às aulas, é importante que os pais adotem algumas precauções especiais. De acordo com o capitão da Polícia Militar, Samir Antônio Gardini, o trânsito é um dos problemas principais. “Nós orientamos os pais, primeiramente, a não estacionar em fila dupla em frente à escola, o que torna o trânsito mais lento. O ideal é chegar em horários alternativos - ou antes ou depois do horário de saída dos alunos.”

O capitão da PM também pede que os pais acompanhem a entrada de seus filhos na escola, já que o aluno pode acabar “matando aula” se não houver supervisão. É importante também que a criança vá à escola uniformizada se for exigido pela instituição. “Quando a polícia fizer alguma operação nesses locais, fica mais fácil para nós distinguirmos quem faz parte da comunidade escolar e quem não faz”, disse Gardini.

O capitão revelou ainda que a Polícia Militar deve iniciar em breve uma operação de ronda nas escolas, com o objetivo de identificar pessoas não relacionadas às instituições e descobrir o que estão fazendo nas imediações.