10 de julho de 2026

Advogada candidata a vereadora morre aos 29 anos vítima de câncer


| Tempo de leitura: 2 min
Rosângela Rosa foi sepultada ontem, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras

Morreu na madrugada de ontem a jovem e promissora advogada Rosângela de Araújo Rosa, vitimada por câncer. Tinha apenas 29 anos. A doença, diagnosticada em janeiro, a levou a tratamento no Hospital do Câncer de Barretos. Há três semanas, seu quadro clínico se agravou. Sua família decidiu-se por locar imóvel naquela cidade para alivia-la das constantes viagens que teriam que acontecer dali em diante. A agressividade da doença cresceu. Todos os esforços empreendidos em benefício de sua vida tornaram-se infrutíferos. Sobreveio a morte.
Rosângela era natural de Desemboque (MG) e se orgulhava em dizer-se mineira. Veio para Franca com os pais, Hermógenes de Araújo Rosa e Helena Cândida Rosa, e com os irmãos Roberto e Lúcia (casada com Ronaldo Melo), quando tinha 5 anos. Fez aqui todos os estudos básicos e tornou-se proficiente em inglês, espanhol e italiano. Ingressou na Faculdade de Direito de Franca e lá, se formou em 2006. Dedicou-se, imediatamente, ao mercado de trabalho.
Dona de espírito inquieto e empreendedor, tornou-se integrante da Associação Iberoamericana de Profissionais de Direito Empresarial e do capítulo brasileiro da Sociedade Iberoamericana de Direito Concursal, inclusive com cargos na direção das representações estabelecidas no Brasil. Estava cursando MBA da FGV de Ribeirão Preto, que não conseguiu concluir em função da doença.
Queria também a política e preparou-se adequadamente. Fez curso da Adesg – Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra para situar-se perante os principais problemas brasileiros. Em junho de 2011, assumiu a presidência da Juventude do PSDB de Franca. Sua gestão foi baseada no atraimento de incontáveis jovens para o debate político. Em agosto, passou a integrar o Conselho Municipal da Juventude de Franca. Candidatou-se a vereadora. Estava feliz e focada, disse seu namorado Max Engler. “Ela planejou toda a sua carreira em detalhes. No final do ano passado, ingressou, como sócia, em empresa de assessoria, consultoria e planejamento. Determinada, queria também uma cadeira na Câmara e suas chances, a julgar por seu grande poder de articulação, eram reais.”
Para ela, política, ‘era a forma de fazer diferença na vida das pessoas, especialmente na dos mais jovens’, disseram integrantes do PSDB de Franca. Max, que com ela e com a Secretaria de Educação de Franca, criou o programa ‘politização do cidadão’, disse que ela que visitou, com palestras, no semestre passado, salas do EJA (Educação de Jovens e Adultos) e da ETEC, reafirmando a capacidade de trabalho dela e a determinação em fazer diferença na vida da cidade. A morte cortou tudo, abruptamente, e foi um duro golpe aos que a acompanhavam nas redes sociais, conforme se leu em várias mensagens observadas na Internet, ontem. O velório aconteceu no São Vicente de Paulo, e o sepultamento, às 17 horas, se deu no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras.