09 de julho de 2026

Obra para trazer água do Sapucaí começa em agosto


| Tempo de leitura: 3 min
Captação de água no rio Canoas: sistema é responsável por abastecer 80% da cidade

As obras do novo sistema de captação de água do rio Sapucaí-Mirim começam dia 20 de agosto. O projeto duplicará o volume captado hoje e promete abastecer Franca pelos próximos 30 anos. Serão construídas três estações elevatórias de água bruta, quatro elevatórias de água tratada, uma de tratamento de água e três reservatórios. O custo total da obra é de R$ 160 milhões e a previsão de término é de 40 meses. Até lá, algumas melhorias podem acabar com a falta de água no município durante a estiagem (leia mais em texto nesta página).

Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), atualmente o Canoas é o principal rio de captação de água e responsável por 80% do abastecimento de Franca com fornecimento de 800 litros de água por segundo. O restante da água que chega às torneiras da cidade é retirado do rio Pouso Alegre, com outros 240 litros por segundo.

Pelo projeto, com a implantação do novo sistema de captação de água do rio Sapucaí-Mirim será possível abastecer Franca com mais 800 litros de água por segundo inicialmente. Mas o volume pode chegar a 1.023 litros por segundo. Isso permitirá que a população do município dobre de tamanho sem deixar que toda a cidade seja atendida por mais de 30 anos.

De acordo com o gerente distrital da Sabesp, Rui Engrácia Garcia Caluz, a obra vai começar com a parte de terraplenagem e construção de canteiros, para depois iniciar a colocação da tubulação adutora. “A água virá pela tubulação, que terá 800 mm de diâmetro e 21 km de comprimento, até chegar a um reservatório de acumulação de 5 milhões de litros de capacidade. Após o tratamento, essa água percorre mais 17 km de adutora, que vai levar essa água do rio Sapucaí-Mirim para os reservatórios existentes na cidade, interligando o novo sistema de água com o sistema existente.”

O projeto é dividido em dois. Um deles é a implantação de obras lineares para construção das adutoras que farão a interligação. A empresa responsável será a Gomes Lourenço, que deve terminar esta etapa em 24 meses, com orçamento de R$ 72 milhões.

A outra metade do projeto consiste na execução da nova estação de tratamento, das estações elevatórias, reservatórios e linha de transmissão. Esta parte será realizada pelo Consórcio Sapucaí-Mirim e a conclusão está prevista para 40 meses, mas as obras podem ser finalizadas antes do previsto. Isto porque, pela nova modalidade de licitação chamada locação de ativos, a empresa só começará a receber da Sabesp quando começar a produzir água para a população. Portanto, até lá a empresa realizará as obras com uma linha de financiamento da Caixa.

“Como o banco cobra juros, a empresa não deve levar 40 meses para finalizar o serviço. Acreditamos que deve ser terminado em menos tempo porque a empresa tem interesse nisso, em três anos deve estar pronto”, afirmou Engrácia. “Franca está no seu limite. Quando chega a época de estiagem e de dias de grande consumo, você tem um problema no abastecimento, então pode faltar água para a população.”