Agentes da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) prenderam, no fim da tarde de terça-feira, três homens, moradores no Jardim Aeroporto IV. Segundo a polícia, eles são acusados de compor um grupo que movimenta o tráfico de drogas na região. Foram apreendidos oito tabletes de maconha - que estavam enterrados em uma mata -, além de um revólver, 13 munições, balanças e R$ 700 em dinheiro. Em duas ocorrências atendidas pela Polícia Militar entre a madrugada e a manhã de ontem, foram presas três pessoas por venda de entorpecentes (leia mais em texto nesta página).
Há 15 dias, a Polícia Civil recebeu denúncias anônimas de que casas e uma mata, na rua Joviano Honório Gomes, eram utilizados como pontos de vendas de maconha, cocaína e crack. Investigadores fizeram campana na região e observaram a movimentação dos suspeitos. “Fizemos monitoramento naquele local e percebemos que um homem, quando era procurado, ia até essa mata próximo à residência, onde ele fez uma horta. Os agentes mapearam os locais onde ele agachava para retirar a droga”, contou o policial Wellington Amato, da Dise.
Por volta das 16 horas de terça-feira, a equipe da especializada foi ao local, com apoio de policiais militares. Eles cercaram a região. Na mata, foi detido o pedreiro Mauro Pereira dos Santos, 54. Em meio à vegetação, foram desenterrados oito tabletes de maconha. Também foi encontrado um revólver com 13 munições. “Eles estavam dominando aquela área do Aeroporto IV. Temos a notícia, que está sendo investigada pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), de que houve disparo dessa arma em uma tentativa de homicídio, contra uma pessoa que não tinha nada a ver com o tráfico de entorpecentes”, disse Amato, relembrando o caso em que um homem de 26 anos foi baleado com três tiros, na mesma rua, no final de junho deste ano.
Os policiais foram até outra casa, próxima a do pedreiro, onde abordaram dois irmãos, os sapateiros Bruno Silva Henrique, 18, e Jonatas Ferreira da Silva, 22. Na residência, foram apreendidos dois rádio comunicadores, várias porções de maconha e dinheiro. “No período que investigamos, notamos que, além dos olheiros que os traficantes colocam próximo às residências, eles tinham dois rádios de comunicação para avisar a chegada da polícia no local. Nós já sabíamos dessa comunicação e agimos rápido”, completou o investigador.
Os três acusados foram apresentados na delegacia e encaminhados ao CDP de Franca. As investigações continuam e a polícia acredita que novos suspeitos serão identificados.