07 de julho de 2026

Véus


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‘Mas quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará.’ - Paulo. (II CORÍNTIOS, 3:16.)

Não é fácil rasgar os véus que ensombram a mente humana.
Quem apenas analisa pode ser defrontado por dificuldades inúmeras, demorando-se muito tempo nas interpretações alheias.
Quem somente se convence, pode tender ao dogmatismo feroz.
Muitos cientistas e filósofos, escritores e pregadores assemelham-se aos pássaros de bela plumagem, condenados a baixo vôo em cipoais extensos. Vigorosas inteligências, temporariamente frustradas por véus espessos, estão sempre ameaçadas de surpresas dolorosas, por não se afeiçoarem, realmente, às verdades que elas mesmas admitem e
ensinam.
Exportadores de teorias olvidam os tesouros da prática e daí as dúvidas e negações que, por vezes, lhes assaltam o entendimento. Esperam o bem que ainda não semearam e exigem patrimônios que não construíram, por descuidados de si próprios.
Conseguem teorizar valorosamente, aconselhar com êxito, mas, nos grandes momentos da vida, sentem-se perplexos, confundidos, desalentados... É que lhes falta a verdadeira transformação para o bem, com o Cristo, e, para que sintam efetivamente a vida eterna com o Senhor, é indispensável se convertam ao serviço de redenção. Somente
quando chegam a semelhante cume espiritual é que se libertam dos véus pesados que lhes obscurecem o coração e o entendimento, atingindo as esferas superiores, em vôos sublimes para a Divindade.

EMMANUEL
Livro: Vinha de luz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier