10 de julho de 2026

Asfalto de ruas secundárias de Franca vira farelo


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As pedras soltas do asfalto da rua São Tomás de Aquino praticamente impedem a passagem de veículos

Trincas, ondulações, remendos em excesso, buracos e muitas, muitas pedras soltas. Basta andar pelas ruas secundárias dos bairros de Franca para perceber que o asfalto da cidade está arrebentado. A situação dessas vias irrita motoristas e moradores e contrasta com a manutenção dos principais corredores viários do município, que recebem atenção especial do programa de recapeamento (leia texto nesta página).

Na semana passada, a reportagem percorreu 25 bairros em diferentes regiões da cidade e constatou que em 80% deles muitas vias estão se esfarelando.

A rua São Tomás de Aquino, no Jardim Francano, por exemplo, é evitada pelo motoristas por causa do estado crítico do pavimento. Quem arrisca ou não tem como evitar a rua reclama. “Parece que a gente está cavalgando de tanto tranco que dá”, disse o motorista Antonio Lucas Degiovani. Outra rua esquecida é a Arouche Reis, na Vila Santa Helena. O recape chegou nas ruas vizinhas, mas a Arouche foi esquecida para revolta dos moradores.

As marcas escuras no asfalto revelam que muitas vias receberam a operação tapa-buraco recentemente. Mas a medida paliativa não tem sido suficiente.

Comerciante no City Petrópolis, Cláudio Nascimento, disse acreditar que o produto aplicado nas ruas e o serviço são de má qualidade ou então a avenida São Pedro, principal acesso ao bairro, está “bixada”. Na via, assim que um buraco é fechado outro começa a surgir. “Quando eles [a Emdef] realizam o serviço de um lado, do outro o asfalto está desmanchando e começa a soltar aquele monte de pedras.” Os pedregulhos ficam soltos na via e acabam espirrando na passagem de veículos pesados. “As pedras pulam nos carros parados e atingem até mesmo a calçada”, diz Nascimento.

Para o sapateiro aposentado José dos Santos Batista, as ruas cheias de remendo e pedras soltas mais parecem um videogame. “A gente fica tentando desviar e o carro treme todo.”

Em alguns trechos os remendos no asfalto também causam desconforto para motoristas e irritam os moradores. “A rua fica desleixada. Tem mais remendo do que asfalto”, disse uma moradora da rua Pedro Pucci, no Jardim Ângela Rosa. No bairro, as ruas Ângela Rosa e Jorge Tabah estão bem conservadas, mas todas as transversais estão com o asfalto irregular.

Na Vila Rezende, a situação não é diferente. Não precisa andar muito pelo bairro para achar ruas com ondulações. Os desníveis causados por remendos no asfalto também estão presentes em vias do Bairro São José e Vila Santa Cruz. “Os remendos são altos e a situação da rua fica ainda pior. Ela fica toda ondulada e péssima para andar”, disse a dona de casa Telma da Silveira Luca, moradora da rua Professor Olívio Peixoto, que aguarda pelo recapeamento da via há mais de um ano.

O maior problema, segundo egenheiros, é a qualidade da última camada de material que tem contato com o pneu. Na composição dessa camada, há mais pedras e pouco asfalto. Asfalto esse de má qualidade.