09 de julho de 2026

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Washington Luís Oliveira exibe as chaves da casa nova ao lado sua filha Larissa (à esquerda) e de sua mãe Márcia Maria Oliveira e dos irmãos Leandro e Lauriene Oliveira. Imóvel financiado pela Caixa Econômica Federal fica no Residencial São Domingos

A venda e construção de casas e prédios habitacionais em Franca movimentou nos últimos 30 meses quase R$ 800 milhões. O valor refere-se aos financiamentos liberados pela Caixa Econômica Federal entre 2010 e junho de 2012 pelas quatro agências da cidade. Neste período foram assinados cerca de 10 mil contratos. 

A ascensão nos empréstimos na área de habitação vem sendo verificada ano a ano. Tarcísio Paschoalato, gerente regional da construção civil - substituto eventual - da Superintendência Regional, atribui o crescimento à maior oferta de crédito no setor e melhora da renda da população. Com maior salário, as pessoas se sentem mais seguras para investir na casa própria. “Temos um déficit habitacional muito grande e o crédito para financiamento habitacional chegou de forma bem consistente. Os grandes bancos investem também nessa modalidade, mas a Caixa continua liderando e fomentando a habitação.” Em Franca o déficit de moradias, segundo a Prohab, é de 12,6 mil unidades.

Tarcísio Paschoalatoressalta ainda a maior segurança dos agentes financeiros na liberação de crédito por conta da alienação fiduciária, em que o credor tem posse indireta do bem.

O programa federal Minha Casa, Minha Vida é outro fator que ajudou a alavancar os financiamentos da Caixa. O programa atende famílias de baixa renda e responde por boa parte de recursos liberados em Franca. Dos 1.670 contratos assinados de janeiro a junho deste ano, 1.300 foram pelo Minha Casa, Minha Vida, totalizando R$ 81 milhões dos R$ 129 milhões de recursos disponibilizados pela Caixa.

PANORAMA
Em 2011 os empréstimos para habitação feitos pelo governo federal em Franca totalizaram R$ 330 milhões. No primeiro semestre de 2012, o ritmo de contratos assinados foi mais lento - R$ 129 milhões. “Houve uma pequena retração nos primeiros meses do ano pelo fato da renda ser menor neste período, porque as pessoas têm mais compromissos. Muitos investidores também aguardaram adequações no Minha Casa, Minha Vida e adiaram o lançamento de empreendimentos para o segundo semestre. Outro componente é o crescimento da demanda que gerou valorização dos imóveis.”

O corretor de imóveis Juventino Aguiar, da Pratikka Imobiliária, disse que nos últimos meses a venda de imóveis freou. “O setor está sofrendo reajustes desde 2009. Estou com um imóvel à venda no Elimar III com dois dormitórios. Avaliei que vale R$ 75 mil, mas a Caixa está oferecendo por R$ 95 mil.”

A expectativa é a de que os negócios impulsionem até o fim do ano. Segundo Paschoalato, o volume de lançamentos de empreendimentos a partir da segunda metade do ano é maior e há melhora da receita, com a liberação do 13º salário, por exemplo. O montante de financiamentos até o fim do ano deve se igualar ou superar o de 2011.

NEGÓCIOS
A Parra Imobiliária tem 16 anos de atividade e nos últimos quatro registrou aumento nas vendas de imóveis. A média por mês passou de 12 para 20. O proprietário Marcos Parra atribui o aumento às facilidades de financiamentos, como maior prazo de pagamento, abrangência do Minha Casa, Minha Vida, além da queda das taxas de juros. “As taxas eram na faixa de 12% a 18% ao ano e hoje são de 5% a 9%.”

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