O ex-investigador de polícia EGR convocou a imprensa em Ribeirão Preto para uma coletiva, onde fez sérias acusações contra a Corregedoria da Polícia Civil. Preso em 2010, em Franca, acusado de exigir dinheiro para não prender um comerciante por não pagar pensão alimentícia, o ex-policial civil disse que tudo foi uma armação da Corregedoria.
EGR ainda alegou que vai entrar com processo de danos morais contra o Estado. A entrevista aconteceu na sede do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. A reportagem do Comércio da Franca tentou contato com o ex-investigador de polícia, que era lotado na Delegacia Seccional de Franca, mas não conseguiu retorno.
O ex-investigador, que em 2010 trabalhava no 2º Distrito Policial, e o agente CAAD foram acusados de corrupção, por receber propina para não cumprir um mandado de prisão cível emitido pela Vara da Família da Comarca de Franca. Os policiais ficaram 45 dias presos. No ano seguinte, a Justiça livrou os policiais das acusações por entender que não houve crime.
A reportagem do Comércio entrou em contato com a Corregedoria da Polícia Civil de Ribeirão Preto para possível pronunciamento do delegado. Funcionários da unidade disseram que o caso teria que ser tratado pela Assessoria de Imprensa da Polícia Civil em São Paulo. Um e-mail pedindo posicionamento sobre as declarações do ex-policial foi enviado, mas até o fechamento desta edição não foi retornado.