Por que, na minha fala, nunca deploro o rompimento, nunca choro a despedida? Esta é uma informação que me cobram à leitura de meu texto.
– Por razão simples, muito simples, respondo. Razão fundamental, porém.
E explico.
Olhos no horizonte, mudo e impotente na estação, sou sensível ao apito último do trem, cortando a tarde, atravessando a ponte, sumindo na curva, atrás do morro.
Mas a folha de papel há de se preservar virgem para aninhar o amor que, na próxima aurora, estará pousando no meu aerocoração.