07 de julho de 2026

Curiosidade(3)


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Por que, na minha fala, nunca deploro o rompimento, nunca choro a despedida? Esta é uma informação que me cobram à leitura de meu texto.

– Por razão simples, muito simples, respondo. Razão fundamental, porém.

E explico.

Olhos no horizonte, mudo e impotente na estação, sou sensível ao apito último do trem, cortando a tarde, atravessando a ponte, sumindo na curva, atrás do morro.

Mas a folha de papel há de se preservar virgem para aninhar o amor que, na próxima aurora, estará pousando no meu aerocoração.