Em cima de meu telhado,
Pirulin lulin lulin,
um anjo todo molhado,
soluça no seu flautim.
O relógio vai bater:
as molas rangem sem fim.
O retrato na parede
fica olhando para mim.
E chove sem saber por quê...
e tudo foi sempre assim!
Parece que vou sofrer:
Pirulin lulin lulin...
Mauro Quintana
(1906-1994)