08 de julho de 2026

O cenário da eleição


| Tempo de leitura: 2 min

Iniciou-se, legalmente, o processo eleitoral para a escolha do chefe do Executivo e integrantes do Legislativo. Promessas e mais promessas serão feitas, e, após a eleição, os eleitos tomarão seus lugares e estarão dotados do Poder do Estado.

Algumas promessas nunca serão cumpridas por completa impossibilidade, ideal longe do real; outras serão esquecidas ou modificadas e, algumas, realizadas. O poder seduz e ao mesmo tempo pode corromper.

Aproprio-me de pensamentos de Foucault. ‘Onde há poder ele se exerce. Ninguém é, propriamente falando, seu titular; e, no entanto, ele sempre exerce em determinada direção, com uns de um lado e outros do outro; não se sabe ao certo quem o detém; mas se sabe quem o possui.’

A que direção essa eleição nos levará? Quem será o prefeito de Franca? Qual o perfil político necessário para o cargo? E os vereadores, já que a Câmara terá modificação substancial com a não-candidatura de alguns que detinham votação e representação expressiva? O que é necessário para ser político?

Que poder é esse que mobiliza tantas pessoas em prol de um único objetivo – fazer a vontade do povo construindo o bem social – e que, na prática, vê-se, com tristeza, que grande parte dos políticas busca, isto sim, satisfazer seus próprios interesses?

Essa eleição promete! Analiso o cenário à luz do discurso, desprovido de qualquer finalidade eleitoral ou tendenciosa.

À Prefeitura, temos uma mulher que ocupa lugar de poder – delegada de polícia –, que foi vereadora e não se intimidou diante de dificuldades. Temos outro candidato, médico, profissão essa que, no consciente coletivo tem a função de salvar vidas, aquele tem lutar por um bem precioso. Há um político experiente, que exercendo a função de vereador desempenhou excelente trabalho, que possui eleitorado cativo e fiel e teve a coragem de enfrentar a disputa anterior. Um outro candidato, também com experiência política, por discordar dos rumos do seu anterior partido, apresenta-se como nova proposta e experiência anterior. E mais um outro, ele que participou do atual poder Executivo, conhece algumas mazelas e apresenta-se como sucessor, continuidade, mas com propostas novas justamente por conhecer as necessidades. Mais um, com formação social e humana e que se filiou a partido que se apresenta como de esquerda, posição essa necessária a toda sociedade, pois, onde há totalidade, tem-se o totalitarismo. Outro aparece como uma via de mudança por não ter medo falar e de se posicionar. E acredito que as candidaturas de vice-prefeito podem fazer diferença.

Existem grandes responsabilidades para ocupantes dos poderes. Franca tornou-se uma cidade grande com grandes problemas.

Os representantes do poder precisam ser ‘grandes’ em honestidade, em moral e, principalmente, em vontade política para alcançar o bem comum que é um ideal possível de se tornar real.

Que possam defender a sociedade. Sugiro aos candidatos a leitura dos livros de Foucault, Freud e Maingueneau, dentre outros.

Acir de Matos Gomes
Advogada, professor universitário