10 de julho de 2026

Sapateiro se recupera há um ano de colisão entre moto e carro


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Quase um ano após se envolver em um acidente de trânsito na avenida São Vicente, no Jardim Noêmia, o sapateiro Jeferson Soares da Fonseca ainda não consegue forçar o pé no chão. Ele ia de moto para uma festa e teve a perna prensada ao bater em um carro que atravessou sua frente.

Jeferson disse que sua perna ficou entre a moto e o carro e por pouco não precisou ser amputada. “Sorte que pegou de lado, mas desmaiei na hora.” Com fratura exposta da tíbia e da fíbula em dois locais e a perna quebrada em outros três pontos, ele chegou ao hospital e, após os exames de raio-X, logo foi encaminhado para o centro cirúrgico.

O jovem ficou três dias internado e saiu do hospital na cadeira de roda e com uma lesão nervosa na perna fraturada. Afastado do trabalho desde então, só agora começou a fisioterapia. “O osso não estava totalmente firme. Ainda tenho dificuldade para colocar o pé no chão.”

Com a perna toda marcada, após receber cinco parafusos, Jeferson anda com uma proteção para evitar novos acidentes no local atingido e com o auxílio de uma muleta. Quando encerrar o tratamento, quer cobrir as cicatrizes com uma tatuagem e, mesmo ciente dos riscos e da dor que ainda sente em decorrência do acidente, voltar a andar de moto. “Quero voltar a pilotar, mas com mais cuidado.”

Outro que sofreu acidente feio foi o promotor de vendas Jonathas de Oliveira, 25. Ele quase morreu em março último quando perdeu o equilíbrio da motocicleta que pilotava a caminho do trabalho na avenida Brasil, por volta das 7h e bateu na traseira de um carro parado em um posto de combustível.

A força da batida fez o jovem desmaiar, fraturar o fêmur da perna direita, sofrer uma embolia pulmonar e um traumatismo craniano. Socorrido à Santa Casa, ficou em coma durante uma semana e mais um mês internado.

Na última sexta, o jovem era um dos pacientes do Centro de Reabilitação da Santa Casa. Com a perna perfurada em várias partes e a fala comprometida em razão do acidente, disse que venderá a moto e só voltará a andar de carro.

“Já tinha sofrido um acidente antes, em que quebrei a clavícula, mas continuei andando de moto. Esse foi mais grave, então decidir que não vou mais pilotar.”