Enquanto os artistas estão no picadeiro uma equipe de, pelo menos, cinco pessoas está pronta para montar e desmontar rapidamente cada número que será apresentado. Graças a eles a estrutura da corda bamba, a cama elástica e o globo da morte aparecem e desaparecem com a mesma rapidez.
Ao mesmo tempo, atrás das cortinas há uma correria de artistas trocando os figurinos e mudando maquiagem para voltar ao palco na pele de outro personagem. As tarefas são cronometradas e feitas, na maioria das vezes, no escuro para que o público que está nas arquibancadas não descubra os “segredos do circo” - a única iluminação permitida é a que vem de fora da lona.
O palhaço Chumbrega, por exemplo, pode ser considerado um maratonista: faz os números de humor, malabares, trapézio, globo da morte e, ao fim do espetáculo, ainda vende DVD’s na saída do circo.
Cada artista cuida do seu figurino e da sua maquiagem. Tudo é tão organizado e feito com tanta rapidez que, à primeira vista, é difícil acreditar que se trata das mesmas pessoas. “É essa magia da transformação que faz do circo apaixonante. Quem vivencia, que seja uma única vez, dessa experiência, não deixa o circo jamais. É por isso que essa arte nunca vai morrer”, diz Henrique Chuvis, o palhaço Chumbrega.