08 de julho de 2026

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Queimada em uma mata do Jardim Paraty ontem gerou transtornos a moradores do bairro. Casas ficaram encobertas por fumaça

Um incêndio no pasto do sítio Nossa Senhora das Graças, no Jardim Paraty, causou transtornos para os moradores do bairro na tarde de ontem. A fumaça invadiu as casas e chegou a encobrir parte dos imóveis. Os Bombeiros foram acionados para controlar o fogo. Com o início do inverno e período de estiagem, aumentam as queimadas. A Corporação de Franca recebe de cinco até dez chamadas por dia para controlar focos de incêndios em matas. Nem todas as ocorrências são atendidas por falta de efetivo.

A maioria é provocada pelas pessoas. A umidade do ar baixa - característica dessa estação - e o calor forte funcionam como combustível para o fogo se alastrar. “Há incêndios que duram meia hora e outros, dias. As consequências das queimadas são imprevisíveis. Se o capim estiver seco, as chamas se alastram muito mais rápido”, disse o sargento Ronildo Borges.

Os Bombeiros e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil alertam a comunidade sobre os cuidados para evitar incêndios no período sem chuvas. Entre eles: não jogar bitucas de cigarro e fósforo acesos às margens das rodovias e não colocar fogo após limpeza de terrenos. Se avistar fumaça, a orientação é comunicar os Bombeiros imediatamente. “As queimadas podem danificar áreas de preservação ambiental, provocar a morte de animais que vivem nelas e agravar os problemas de saúde”, disse o sargento Borges.

O ar seco já agrava os problemas respiratórios, propicia gripes e resfriados e a fumaça das queimadas complica mais as alergias. Para prevenir esses problemas, a Defesa Civil alerta as pessoas a beberem muita água, comer mais frutas e vegetais, evitar contato com objetos que acumulam poeira, como bichos de pelúcia, cortinas e tapetes e ainda umedecer a casa com toalhas úmidas nos cômodos.

PARATY
Um dos focos de incêndio no sítio Nossa Senhora das Graças ontem ocorreu na rua Professor Moacyr Oliveira. No local, borboletas, louva-a-deus e outros insetos voavam no meio da densa fumaça. Gaviões e outras aves também precisaram se refugiar das chamas.

A dona de casa Rosana Xavier Silva, 40, mora atrás do pasto queimado. Ela sofre crises de asma e passou mal com a fumaça. “Eles colocam fogo aqui direto. O bairro fica tampado de fumaça. Fui para o hospital nessa semana com falta de ar porque tenho crise de asma. A gente que tem esse problema quase morre.”