Diz um velho ditado popular que a união faz a força. Da mesma forma, outros versos anunciam que uma ‘andorinha só não faz verão’. E foi justamente por isso que os municípios de nossa região administrativa resolveram se unir em torno do Comam (Consórcio de Municípios da Alta Mogiana). Como a maioria das cidades não chega sequer ao montante de 15 ou 20 mil habitantes, a idéia era a de ganhar força de pressão e persuasão com todos os municípios unidos sob a mesma bandeira. Com um número mais representativo de habitantes, suponha-se que fosse mais fácil sensibilizar as autoridades estaduais e federais, como também os figurões de nossa política.
No entanto, a julgar pelo que aconteceu no 4´ Congresso do Comam, que ocorreu em Franca entre os dias 25 e 27 de junho, parece que a união está um pouco debilitada. O Congresso começou e terminou esvaziado. Debates foram cancelados, painéis foram alterados e o auditório ficou muito aquém do que era esperado.
Até mesmo a abertura foi um fracasso evidente. Dos 29 prefeitos da região, somente quatro estiveram presentes, entre eles o presidente do Comam, a quem caberia a abertura do Congresso.
Um triste saldo para um evento que se propunha a discutir problemas comuns a todos os municípios e a refletir sobre possíveis soluções que, individualmente ou em conjunto, pudessem ajudar a cada um deles e, ao mesmo tempo, concorrer para o desenvolvimento regional. Um encontro que também tinha como objetivo o treinamento ou a formação de funcionários públicos municipais e políticos mais inexperientes, pois nele foram discutidas questões relacionadas ao meio ambiente, à educação, aos processos de licitação e à habitação, entre vários outros temas importantes que na prática cotidiana são sempre mais complexos para municípios de pequeno porte.
As explicações para esse ‘sumiço’ de prefeitos e outras autoridades vieram rapidamente, mas não convenceram. Dizer que no último ano de mandato os prefeitos têm muitos afazeres e por isso não puderam comparecer é no mínimo ingênuo, se não for uma forma elegante de dizer que eles estavam correndo atrás de seus interesses políticos e eleitorais em detrimento dos interesses maiores de toda a população.
Talvez a data escolhida para o evento, que infelizmente veio a coincidir com a Francal, tenha realmente atrapalhado um pouco, mas nada que justifique o total abandono a que boa parte dos prefeitos da região relegou o Congresso.
Com certeza, se o governador tivesse assegurado sua presença na abertura, estariam todos lá, como sempre, procurando e disputando a melhor posição para sair na foto. E assim segue a nossa política. Mas como não podemos desistir, que venha o quinto congresso no próximo ano, sem Francal e sem eleições. Quem sabe?