Uma lanchonete do Jardim Aeroporto II, em Franca, transformou-se ontem em uma extensão das arquibancadas do Pacaembu, em São Paulo. Esta foi a sensação de quem entrava no bolota de Sérgio Antônio de Souza, 37, o Sergião, reduto da torcida organizada “Fiel Franca”. Mais de 500 pessoas foram ao imóvel da rua Carlos Roberto Haddad para sofrer, torcer e vibrar com o jogo mais importante da história Corinthians. “Fizemos uma corrente aqui desde o primeiro jogo. Não podemos quebrá-la agora na final”, disse o torcedor e membro da organizada Aloísio Faria, 30.
Ao som do bumbo que fez a marcação dos cantos de guerra entoados pelos torcedores, famílias inteiras desfrutaram dos sentimentos mais intensos que um torcedor pode sonhar em sentir antes de uma grande conquista. “Desde o momento que acordei, meu coração está na boca”, explicou a estudante de 17 anos, Laiane da Silva. O drama só terminou com os gols de Emerson Sheik. no segundo tempo.
BARES LOTADOS
Por toda a cidade, o que se viu ontem foram bares cheios de torcedores que acompanharam a final da Libertadores. A comemoração da Fiel teve início com a euforia de Sheik e entrou pela madrugada em diversos pontos de Franca. No Bar da Careta, segundo o garçon Lucimar Rodrigues, 22, por volta das 19 horas, já não havia mais lugares livres nas mesas. No Boteco do Lu, os corintianos lotaram o lugar e fizeram até contagem regressiva para a festa no final do jogo. Na esquina do Espetinho do Marmita pareceu carnaval. Uma multidão ao lado de carros de som assistiu a partida por um telão.
A alegria pelo título inédito rolou também nos lares. A família do pintor Marcelo Borges, 36, se juntou para assistir a final em casa. Com ele, irmãos, primos, genros e amigos viram o Corinthians se sagrar campeão da Libertadores pela primeira vez.
A Avenida Champagnat recebeu os eufóricos corintianos a partir da meia noite. Gritaria, bombas e muita algazarra foi o que se viu no início da madrugada.