08 de julho de 2026

Quase 100


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Dizer que o jornal Comércio da Franca tem 97 anos de história ininterrupta já não é novidade para qualquer cidadão francano. Falar sobre seu estilo de cobertura, pautado na objetividade e na honestidade jornalística, também já não surpreende ninguém, sobretudo aqueles que o acompanham em suas vidas cotidianas.

Afinal, são quase 100 anos de luta e muito trabalho, escrevendo e eternizando a história de Franca e região. Anos em que narrou as alegrias, os conflitos e as amarguras vivenciadas na luta diária de seu povo. Anos em que registrou festas, façanhas, as belezas e o cotidiano da cidade. Anos em que denunciou abusos e arbitrariedades. Anos em que abriu suas páginas para a política, as artes, a cultura e os esportes que por aqui floresceram. Anos em que trabalhou de forma isenta e responsável, buscando abrir-se de forma transparente e tornando público os conflitos dos vários interesses privados que se digladiam em qualquer sociedade, uma atitude condizente com o que se tem de melhor no jornalismo.

Também é recorrente falar sobre sua abertura em relação ao futuro. Sua capacidade de se transformar em função das mudanças que impactaram o Brasil e o mundo. Sua visão arrojada que nunca poupou esforços nem investimentos para conseguir evoluir em seu design e em seu conteúdo.

De certa forma, em todos esses anos tudo isso já foi dito, como também muito já se falou sobre seu pioneirismo em ser o primeiro veículo de comunicação do interior do país a integrar rádio, jornal e internet em uma só redação.

O que talvez mereça mais atenção de nossos olhares é a relação que ao longo do tempo o jornal foi estabelecendo com a cidade e região. Nessa edição especial de aniversário, que hoje circula com a edição de domingo, será possível perceber a cumplicidade que se estabeleceu entre ele e várias famílias, uma cumplicidade que só foi possível em função da credibilidade e da confiança que seus textos e sua prestação de serviços construíram junto aos leitores.

Famílias que se juntam em torno do café da manhã para ler o Comércio. Famílias cujos membros disputam o jornal assim que ele chega em suas casas, vasculhando em seus cadernos aquilo que mais lhes interessa. Famílias que colecionam reportagens e que nelas se enxergam também como protagonistas da história. Famílias que anotam as principais notícias e depois as discutem. Famílias que recortam o jornal pelo simples prazer de guardar algo que julgam importante para a história futura.

Uma verdadeira e espontânea aula de marketing, pois sem qualquer intencionalidade consegue mostrar que a credibilidade, a confiança e a cumplicidade não vêm apenas da propaganda, mas sobretudo da força da marca, construída lentamente por meio de um trabalho sério, coerente e relevante para toda as sociedade.

A vocês, leitores, mais uma vez, o nosso muito obrigado.