Eles acompanham o dia-a-dia da cidade, sempre correndo atrás da notícia, da informação correta e isenta, do furo de reportagem. Com a missão - e a paixão - de contar boas histórias, os 18 repórteres do Comércio formam um time e tanto. Normalmente anônimos, uma vez que o destaque é sempre dado ao fato, hoje eles também são notícia e dividem com os leitores um pouco de suas histórias, realizações e sonhos. Com vocês, os nossos repórteres.
Felipe Cavalieri tem 25 anos, é natural de São Paulo, mas foi criado em Bauru (SP). Filho de pais professores, desde muito jovem aprendeu o valor das palavras. Formou-se em jornalismo pela Unesp, em 2011. No discurso de formatura, escreveu que “ser jornalista é fazer a diferença e usar as palavras para dar voz àqueles que estão à margem da sociedade e denunciar os que se aproveitam dela”.
O jovem é recém-contratado do Comércio da Franca onde trabalha como repórter da editoria Local e espera ter a oportunidade de cumprir o juramento de jornalista. Apesar do curto tempo de redação, acompanhou a briga judicial entre a Associação do Parque Vicente Leporace e a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). “Estava há pouco tempo na cidade e não conhecia a dimensão do assunto. Fiquei satisfeito e orgulhoso em ver que a notícia que escrevi foi a manchete do dia seguinte”. Está determinado a continuar na equipe GCN, realizar grandes matérias e fazer parte da comemoração do centenário do jornal. “Tenho esperança e fé de continuar trabalhando aqui, por muitos e muitos anos”.
IRINÉA DONIZETE
Formada em jornalismo pela Unifran (Universidade de Franca) em 2009, Irinéa Donizete é francana, tem 28 anos e escolheu a carreira ainda no começo do ensino médio.
Durante a graduação teve seu primeiro contato com o jornalismo diário ao fazer parte do Conselho de Leitores do Jornal Comércio da Franca em 2007. Mais tarde, no final do curso, foi contratada pelo GCN Comunicação e atualmente assume a função de repórter no Portal GCN e na editoria Local do Comércio. Antes, trabalhou como repórter de uma revista da cidade.
Entre as reportagens mais marcantes, Irinéa destaca a matéria “Vidas Invisíveis”, em parceria com a editora-chefe Joelma Ospedal e com fotos de Dirceu Garcia. Publicada no dia 11 de fevereiro de 2010, o texto retrata a vida de moradores de rua que viviam em condições desumanas em uma obra inacabada na avenida Major Nicácio. “Essa matéria testou os meus limites. Foram vários dias de abordagens a moradores de rua que usam entorpecentes e bebidas alcoólicas. Ora eram receptivos, ora agressivos. Contornar essas situações e sair de lá com a informação foi uma missão.”
O repórter Marco Felippe está no Comércio da Franca há sete anos e meio. Formado em Comunicação Social pela Unifran (Universidade de Franca), é natural de Orlândia, tem 29 anos e chegou à redação para cobrir a editoria de Região. Antes, foi repórter de dois jornais semanais em sua cidade natal. Atualmente na redação integrada do GCN Comunicação trabalha na editoria Local e coleciona várias coberturas que considera memoráveis.
Mais dedicado às reportagens econômicas e de religião, elenca a matéria investigativa sobre o padre José Afonso Dé, condenado no ano passado pela Justiça a 60 anos e oito meses de reclusão pela prática dos crimes de estupro e atentado violento ao pudor, como uma das mais marcantes. Na ocasião, ele viajou para Iturama e São Sebastião do Pontal, em Minas Gerais, para descobrir detalhes do passado do padre.
Responsável pela cobertura das cidades da região, gosta de manter contato com os leitores espalhados por esses municípios. “O retorno de quem acompanha o Comércio é muito valioso. Os leitores são os nossos olhos nas cidades que cobrimos.”
MAURÍCIO BUFFA
Natural de São Carlos, Maurício Buffa é formado em comunicação e tem pós-graduação em marketing e educação. Com menos de um ano de redação no Comércio da Franca, considera-se um iniciante. Uma espécie de “foca” meio esquisito, já que os seus 48 anos, acredita, o impediriam de assumir a condição de novato.
Professor universitário, montou o curso de jornalismo da Unifran (Universidade de Franca), do qual foi coordenador e professor por oito anos. No GCN, começou no departamento de marketing. Hoje na redação, trabalha apenas em matérias especiais e nos editoriais.
O que mais gosta no jornal é a possibilidade de contar histórias. Em função disso, concentra-se nas entrevistas de domingo e em perfis especiais, que falam sobre personagens da cidade. Entre os textos mais marcantes, estão os que considera mais provocativos, como a entrevista com o geólogo José Peres Algarte, um defensor das atividades diamantíferas em Franca, e a entrevista com o professor da Unesp/Franca, Hector Saint-Pierre, que possibilitou aprender sobre a diplomacia e as estratégias de defesa no mundo globalizado.
Melissa Toledo é repórter do Núcleo de Projetos Especiais do GCN Comunicação. Com 12 anos de carreira, tem o jornalismo no sangue. Seu pai é radialista e jornalista há mais de 35 anos. Cresceu nos corredores de uma rádio de Batatais, onde começou a trabalhar aos 15 anos. Primeiro atrás dos microfones e mais tarde participando da programação jornalística e de entretenimento da emissora.
Apesar da veia jornalística, Melissa queria ser cientista e ingressou em duas universidades públicas. Depois de dois anos e meio desistiu da ideia e foi cursar comunicação.
Há quase sete anos no jornal Comércio da Franca, atuou inicialmente como correspondente em Batatais. Atualmente faz parte do Núcleo de Projetos Especiais que produz cinco títulos de revistas e várias edições anuais e divide sua rotina entre pautas e locais diversificados. Trabalha em Ribeirão Preto, onde existe uma redação e um escritório comercial do GCN, mas também são comuns os deslocamentos para São Paulo com o intuito de realizar as matérias mais elaboradas das revistas e, também, para Franca.
A repórter Nelise Luques, 30, integra a equipe do jornal Comércio da Franca há oito anos e meio. Nasceu em Franca e se formou em jornalismo pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Bauru. Realiza coberturas para a editoria Local e se destaca em reportagens de cunho social. Para ela, muitas matérias marcaram os anos como repórter, mas a história de Júlia Massucato, hoje com 14 anos, e de sua mãe, a cabeleireira Valéria Freitas, é inesquecível e uma das mais marcantes. Mãe e filha foram as únicas sobreviventes da tragédia conhecida como chacina da Ouvidor Freire, ocorrida em 24 de outubro de 2008.
A repórter fez a primeira reportagem sobre a filha sobrevivente, Júlia, depois que deixou o hospital e todos os anos reencontra a adolescente e sua mãe. “A capacidade de superação da Júlia é impressionante. Ela vem evoluindo a cada ano. É um privilégio escrever a matéria, mas acompanhar essa história é, sem dúvida, um crescimento pessoal.” A maior aspiração de Nelise na carreira é ter uma reportagem premiada.