05 de abril de 2026

Jovem aos 97 anos


| Tempo de leitura: 3 min

Quantas letras escrevem uma página de jornal? Quantas mãos nela imprimem palavras e frases noticiosas, eventuais ou culturais ou puramente artísticas? Quantos olhos e mentes observam, processam, erigem um jornal inteiro?


O Comércio da Franca, desde o seu nascimento, em 30 de junho de 1915, vem mobilizando mais do que letras e palavras e frases, empregando mais do que mãos e olhos e mentes na construção desses 97 anos de sólida história. Ao trabalho e à competência, suas ferramentas básicas, aliam-se a sensibilidade, seu ponto de equilíbrio, e a ética jornalística, seu lema.
Mas tudo isso não basta à manutenção de um periódico. Há que encarar continuamente novos desafios; há que crescer, evoluir, atender à progressiva demanda de muitos outros olhos e mentes e almas, sequiosos de notícias e carentes de tempo para leitura. Há, pois, que, reiteradamente, acender novas e boas ideias. “Bons jornais têm boas ideias”, lembra o especialista em multimídia, jornalista e consultor, Eduardo Tessler, que, ao mesmo tempo, adverte: “As grandes ideias não aparecem do nada. É preciso ter um time qualificado para que elas surjam. Quem investe em inteligência editorial colhe grandes ideias. Isso é o que faz um jornal ter qualidade.”

E é exatamente isso que tem feito o Comércio da Franca, sem se esquecer de que, apesar de o jornalismo ser “antes de tudo e sobretudo a prática diária da inteligência, [é também] o exercício cotidiano do caráter” (Cláudio Abramo). Reunindo uma equipe de quilate, liderada por Côrrea Neves Júnior e Sônia Machiavelli, o grupo vem crescendo em qualidade e se destacando na mídia paulista, com ideias inteligentes aliadas a seriedade de conduta.

Em 2007, as redações da rádio Difusora AM e do jornal se integraram: um marco na comunicação da cidade de Franca. E da produtiva união nasceu a liderança - de leitura e de audiência.

Mas o tempo passa e novos desafios se impõem.

Em 2010 foi a vez de a internet ser instaurada e incorporada ao rádio e ao jornal. Mãos dadas em torno de um núcleo multimídia, o GCN Comunicação passa a transitar com maior desenvoltura nos caminhos da celulose e do ar, imprimindo, sempre com sensível lisura, sua imagem no papel e nas ondas hertzianas e cibernéticas; levando, em tempo ágil, notícia, cultura e arte a milhares de pessoas; interagindo com leitor, ouvinte e internauta.
É a mídia das boas ideias posta em prática.

Não foi por acaso que, em maio deste ano (para citar apenas um exemplo recente), o jornal desbancou concorrentes de peso, como o canal de TV por assinatura Globo News e o jornal Estado de Minas, e ganhou o Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), na categoria Destaque Regional Sudeste, com a reportagem especial “Paraguai despeja ilegalmente no Brasil 5 milhões de calçados chineses”, publicada em novembro do ano passado e assinada pela repórter Priscilla Sales e pelo fotógrafo Marcos Limonti com edição de Eliane Silva.

Assim, em crescimento contínuo, o CGN Comunicação faz jornalismo e história, informando e formando, noticiando e edificando, inscrevendo seu nome na região da Mogiana. Assim, embarcada na moderna tecnologia, com inteligência, competência e ética, uma vocação histórica e genética vai abrindo e pavimentando os caminhos da excelência jornalística na cidade de França e no Estado de São Paulo.

Hoje, portanto, passados 97 anos desse contínuo construir, há que comemorar!