É bom não saber
onde a vida nos leva,
pois perderíamos as ânsias
que há entre o fim e o começo.
É bom não saber
o que é Deus
e restar a vida toda para procurá-lo,
na arte, na dor e no silêncio.
Não sabemos o que esperam,
nem conhecemos nossos limites.
Vamos tropeçando,
um metro por vez,
página por página,
copo a copo,
corpo a corpo.
A dúvida enfeita os lábios,
as perguntas bailam nos peitos.
Assim, podemos gritar,
assim, errar outra vez
E sempre.
Ainda bem.
Ainda bem...
que o destino virá só amanhã.