10 de julho de 2026

‘Foi horrível, um sentimento de invasão’, descreve vítima de furto


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Ocorrido no dia 3 de abril, uma terça-feira, o furto à casa do casal RC, que é empresário, e da auxiliar de escritório COC, ambos de 29 anos, engrossa as estatísticas de furtos registradas em Franca em 2012. Em plena luz do dia, três ladrões invadiram a casa deles, no Jardim Palestina, e fizeram um verdadeiro “limpa”, levando eletrônicos, eletrodomésticos, roupas e outros pertences da família. Até o cofrinho de moedas da filha, de 6 anos, foi furtado.

O marido de COC estava viajando para São Paulo e ela trabalhava na banca de corte que pertence aos dois quando recebeu um telefonema da sogra, por volta das 15h30, avisando que a casa deles tinha sido invadida. A auxiliar disse que ficou bastante assustada e seguiu para seu bairro. “Quando cheguei, os policiais estavam lá e os ladrões já tinham fugido.”

Uma vizinha estranhou quando três homens estacionaram um veículo num terreno baldio ao lado da residência. Depois ela se deparou com o trio passando os produtos furtados pelo muro e guardando no carro. Foi então que acionou a polícia e avisou a família de COC e RC. “Tinha saído de casa meio-dia e meia para levar minha filha à escola. Três horas depois, minha sogra me avisou de tudo. Eles ficaram muito tempo na minha casa e reviraram tudo, tudo, tudo. Foi horrível. Foi um sentimento de invasão. Até nas minhas roupas íntimas mexeram.”

Os ladrões pularam o muro da frente e arrombaram a porta de madeira da sala. Espancaram o pitbull da família, o Toreto, de 2 anos, enrolaram o animal num edredom e amarram suas patas com uma corda. Furtaram uma televisão LCD de 47”, dois videogames, home theater, forno elétrico, micro-ondas, cosméticos que a moradora vende, bijuterias, pratas, roupas, dois capacetes, carregadores de celular e dinheiro e cheques. “Não tenho ideia do prejuízo, mas só de dinheiro e cheque foram R$ 12 mil porque era véspera de pagamento dos funcionários da banca e só os dois capacetes custavam quase R$ 6 mil”, disse COC.

Dias depois do furto, os policiais prenderam um suspeito de 17 anos e recuperaram parte dos objetos. “Encontramos com o adolescente na delegacia e era um moleque, ele não estava nem aí para o que estava acontecendo. Ele foi lá, deu o depoimento e foi embora antes da gente. E ele pode fazer isso de novo, com outras pessoas. Isso me deixa revoltada porque fica muito fácil para eles praticarem crimes, não acontece nada.”

Depois do episódio, o casal reformou a casa e reforçou a segurança. “Subimos o muro cerca de meio metro, colocamos grades nas janelas e na área de iluminação e vamos instalar cerca elétrica. No dia, estava muito abalada e até pensei em mudar de endereço, mas do mesmo jeito que furtaram lá em casa, fariam em outro lugar.”