Classificadas para a Copa Brasil de Goalball, o time feminino de Franca sabe que a competição no mês de novembro, em Goiânia, não será fácil. Integrante da equipe, a ala Sirlene Aparecida Bento espera encontrar adversários de alto nível, mas está confiante no bom desempenho do time. “O Brasileiro é muito difícil. Os time são estruturados e em alguns casos as atletas chegam a ganhar salário. Equipe como a de São Bernardo possui atletas que representam a seleção brasileira. Mas mesmo assim, esperamos ter boa participação”, apontou Bento.
Com 39 anos, Sirlene está bem adaptada ao esporte. A francana, que mora no Jardim Brasilândia, revelou ter atuado por clubes como Paraná e São José do Rio Preto. Com o retorno do time local, a atleta voltou a treinar e defender a equipe da cidade.
Sirlene afirmou que através do goalball passou a ter prazer em exercer uma atividade física e a formar novos amigos durante as competições. “Antes ficava em casa. A atividade serve como terapia e lazer para nós”, disse.
Um acidente durante um passeio interrompeu a vida profissional de Sirlene. Mesmo deficiente visual, ela trabalhava em um hospital do município. Mas um acidente durante uma visita a um parque aquático da região a obrigou a deixar o serviço. “Estava em uma piscina quando fui atingida nos olhos por uma pessoa que descia o tobogã. Tive que arrancar um deles, o que me impossibilitou continuar a exercer meu serviço em um raio x”, contou.
O goalball também faz parte da família de Sirlene. A filha Aline, de 11 anos, é admiradora do esporte. Ao acompanhar a mãe durante os treinamentos, Aline passou a gostar da modalidade e inclusive chega a viajar com o grupo durante competições. “A felicidade deles para mim já basta. A turma é bem divertida”, ressaltou. Aline é filha de outro esportista. Também deficiente visual, Sandro está em Vila Velha, no Espírito Santo, onde pratica goalball. Uma vez por mês, o pai vem passar alguns dias com a filha em Franca.