A partir de hoje ônibus de sacoleiros estão proibidos de pegar passageiros nos pontos espalhados pela cidade. O embarque e desembarque só poderão ser feitos no terminal turístico instalado ao lado da rodoviária do Jardim América. A justificativa é de que a medida vai melhorar a segurança dos usuários. As empresas também serão obrigadas a pagar uma taxa para ajudar na limpeza e conservação do espaço. Uma zona de restrição foi criada e a circulação destes veículos não será permitida na área central. As novas regras fazem parte de decreto baixado pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB) para regulamentar o serviço de transporte coletivo privado na modalidade de fretamento e que começa a vigorar nesta quinta-feira. A chiadeira foi geral (leia texto nesta página). As viagens eventuais e para distâncias inferiores a 300 quilômetros não serão afetadas.
Não há um controle sobre o número de linhas e de quantidade de pontos de embarque e desembarque. Estima-se que estes sejam pelo menos sete. A maioria fica nos postos de combustíveis. A regulamentação do serviço é discutida desde o começo do ano. Em janeiro, foi realizada uma reunião com cerca de 30 representantes do setor. Eles foram contrários à ideia de centralizar os pontos, mas não sensibilizaram o município.
As normas previstas pelo decreto vão incidir apenas sobre as empresas de fretamento contínuo e que viajam para cidades localizadas a mais de 300 quilômetros, casos específicos dos populares “bate-voltas” que vão para São Paulo e Goiânia. “Hoje, os passageiros são pegos em pontos aleatórios pela cidade. Vamos concentrar tudo no terminal turístico. Nossa intenção é melhorar a segurança. Ainda não estamos tendo muitos assaltos, mas o risco é muito grande. Os sacoleiros transportam muito dinheiro e objeto de valor”, justificou o prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Será também uma forma de movimentar a rodoviária, que foi inaugurada há pouco tempo. O fluxo de passageiros continua abaixo do esperado.
Os operadores de transporte que efetuarem o embarque ou desembarque estão obrigados a pagar uma taxa de 1,22 UFMF (Unidade Fiscal do Município), que equivale a R$ 50. O decreto também restringe a circulação dos ônibus de fretamento em áreas críticas do município. “Estes veículos não poderão mais trafegar pelo Centro, onde as vias são estreitas e a concentração de carros é muito grande”, disse Sérgio Buranelli, secretário municipal de Segurança.
Não é só. Dentro de 90 dias, todas as empresas de turismo, inclusive, vans, terão que se cadastrar na Secretaria de Segurança. Após a data, uma intensa fiscalização será deflagrada para coibir a ação de clandestinos. A fiscalização será de responsabilidade da Guarda Civil. “É um registro rápido e simples, mas todos vão precisar fazer. O cadastro é necessário para sabermos quem e como fiscalizar”, finalizou o prefeito.