Os proprietários de estabelecimentos comerciais localizados nas proximidades do futuro viaduto da avenida Major Nicácio estão preocupados com o trânsito na região. Segundo eles, os desvios na Alonso y Alonso, além dos retornos na própria Nicácio, provocados pela construção do pontilhão, afastam seus clientes para outras vias de acesso.
Como reflexo desta insatisfação, foi promovido um encontro entre cerca de 20 comerciantes e o secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, na manhã de ontem, na sede da Secretaria de Desenvolvimento. Segundo alguns empresários, o movimento de carros naquela região da avenida teria caído 70% na última semana, afetando diretamente suas vendas. A sinalização de trânsito é outro fator que incomoda, pois na opinião dos comerciantes, o simples fato de a Prefeitura colocar placas com a frase “Via Interditada” faz com que os motoristas desviem totalmente seu trajeto e não passem mais em frente a suas lojas.
Durante a reunião, o secretário fez questão de afirmar que as pistas da antiga rotatória não ficarão bloqueadas por completo, exceto em casos de extrema necessidade.
Segundo Buranelli, a Prefeitura deve seguir as normas do Código Brasileiro de Trânsito, que exige a sinalização em qualquer via pública que esteja com o tráfego total ou parcialmente interrompido. Quanto às mudanças no percurso dos motoristas, o secretario pediu paciência e justificou que ao final das obras, que devem durar aproximadamente seis meses, todo tráfego voltará para aquela região.
Apesar das explicações de Buranelli, boa parte dos empresários saiu insatisfeita do encontro. “Nós tínhamos dúvidas a respeito do projeto da obra. O secretário Buranelli garante que não haverá fechamento total do trânsito, mas por outro lado, eles (Prefeitura) não mostram o projeto. Ficamos sem saber onde o viaduto começa e onde ele termina. Onde serão feitas as alças que darão acesso ao viaduto? Ficou faltando o secretário de Urbanismo e Habitação (Wilson Teixeira), que foi convidado e não participou da reunião”, disse o proprietário de uma clínica de estética, Nelson Palermo Neto, 32, que abandonou a discussão antes do encerramento.
Apesar das queixas, o saldo da reunião foi classificado como positivo por Buranelli, que disse estar à disposição dos comerciantes. “Acho que encontros como este serão mais frequentes até o final das obras, pois estamos acompanhando esta situação de perto”, disse o secretário, ressaltando que a função de sua secretaria é cuidar do trânsito e que não possui informações do projeto da obra.