O movimento na oficina do funileiro Nivaldo Vicente Araújo, 59, localizada na avenida Santa Cruz, na Vila Santa Cruz, tem crescido muito nos últimos anos. Segundo ele, que trabalha há 45 anos no ramo de automóveis, há dias em que até dez carros dão entrada na oficina para fazer de pequenos a grandes reparos.
O funileiro diz que, quando começou a trabalhar, entravam na oficina em média dez carros por mês. “Eram poucos acidentes. O que mais tinha eram reformas.” Hoje, ele precisa de mais cinco funcionários na oficina para dar conta do serviço: mais um para a funilaria, dois para alinhamentos e parachoques e dois para a pintura. “Estraga mais batida de frente, traseira, paralama. Amassam muitas coisinhas. Daí é funilaria e pintura. Para arrumar umas batidinhas de frente, paralama, fica de R$ 500 a R$ 800. É um prejuízo e tanto”, disse Nivaldo.
A Prefeitura informou não ter o número exato de funilarias instaladas em Franca, mas Nivaldo estima que nos últimos cinco anos surgiram, pelo menos, 50 novos pontos de consertos para carros.
“Muita gente não mexia com oficina. Hoje, com tanto serviço, você dá um martelo para eles, uma ferramenta, e eles já falam que são funileiros”, completou.